São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Borebi - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Borebi, São Paulo.

  • aquífero poroso
  • grupo bauru
  • 8poços cadastrados
  • 216,9 mprofundidade média
  • 212 mprofundidade mediana
  • 12,1 mnível estático médio

Como são os poços em Borebi - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 8 poços em Borebi - SP. A profundidade média é de 216,9 m e a mediana, 212 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 12,1 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Bauru. No Censo 2022, 73 dos 966 domicílios do município — 7,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
8
Profundidade média
216,9 m
Profundidade mediana
212 m
Nível estático médio
12,1 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Bauru
Ante a média do estado
60,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
2.713 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
73 (7,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 8 poços em Borebi, com profundidade média de 216,9 m (mediana de 212 m, variando de 104,5 m a 306 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Bauru, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Borebi é 60,9 m mais fundo que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Borebi

Poços cadastrados em Borebi - SP
Poços no cadastro nacional8 poços
Profundidade média216,9 m 8 poços com o dado
Profundidade mediana212 m
Faixa de profundidade104,5 m a 306 m
Nível estático médio12,1 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio31,4 m 2 poços com o dado
Vazão específica média3 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Bauru 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 7 poços
Poços com teste de vazão8 de 8
Distribuição das profundidades em Borebi 104,5 m mínimo 212 m mediana 306 m máximo
Metade dos poços fica entre 198 m e 264 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Borebi por faixa de profundidade. Valores em poços. 100-150 m 1 · 13% 150-200 m 3 · 38% acima de 200 m 4 · 50%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Borebi 1 1970 7 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Borebi. Valores em poços. Abastecimento doméstico 3 · 38% Irrigação 3 · 38% Abastecimento industrial 1 · 13% Outros (lazer,etc.) 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Bauru — 1 poço

O território e o subsolo de Borebi

Borebi tem 2.713 habitantes distribuídos em 348,0 km², o que dá 7,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bauru.

No Censo 2022, 73 dos 966 domicílios de Borebi — 7,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 50 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 100 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Borebi

Com base em 483 poços cadastrados num raio de 30 km de Borebi - SP, 80% deles foram concluídos entre 42 m e 272 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 7,2 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 20,2 m³/h), sobre 283 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 31 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Borebi se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 483 poços no raio, contra 8 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
7,2 m³/hvazão mediana calculada
31 mnível estático mediano
17,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 283 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Borebi: 52/100

52 de 100

Confiança: amostra alta483 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 49peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 70peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 7peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Borebi costumam descer

  • até 50 m 15%73
  • 50 a 100 m 34%162
  • 100 a 150 m 20%94
  • acima de 150 m 30%144

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 6,5 m³/h 104 m 223206 com teste
Formação Serra Geral 9,6 m³/h 123 m 3832 com teste
Formação Botucatu 7,5 m³/h 165 m 87 com teste
Formação Marília 6,5 m³/h 148 m 77 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m23 poços Grupo Bauru 21 · Formação Serra Geral 2
  • 50 a 100 m105 poços Grupo Bauru 88 · Formação Serra Geral 12 · Formação Marília 3
  • 100 a 150 m62 poços Grupo Bauru 48 · Formação Serra Geral 9 · Formação Marília 2
  • acima de 150 m88 poços Grupo Bauru 66 · Formação Serra Geral 15 · Formação Botucatu 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Borebi?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Borebi.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.