São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paraibuna - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paraibuna, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 10poços cadastrados
  • 120,5 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 6,5 mnível estático médio

Como são os poços em Paraibuna - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 10 poços em Paraibuna - SP. A profundidade média é de 120,5 m e a mediana, 150 m, medida em 10 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 1.160 dos 6.628 domicílios do município — 17,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
10
Profundidade média
120,5 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
6,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
35,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
17.667 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.160 (17,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 10 poços em Paraibuna, com profundidade média de 120,5 m (mediana de 150 m, variando de 8,5 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paraibuna é 35,5 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Paraibuna

Poços cadastrados em Paraibuna - SP
Poços no cadastro nacional10 poços
Profundidade média120,5 m 10 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade8,5 m a 200 m
Nível estático médio6,5 m 2 poços com o dado
Nível dinâmico médio15,8 m 2 poços com o dado
Vazão específica média13,2 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 9 poços
Poços com teste de vazão10 de 10
Distribuição das profundidades em Paraibuna 8,5 m mínimo 150 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 102 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paraibuna por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 20% 100-150 m 6 · 60% 150-200 m 2 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paraibuna 1 1990 9 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paraibuna. Valores em poços. Abastecimento doméstico 5 · 50% Abastecimento industrial 4 · 40% Outros (lazer,etc.) 1 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 2 poços

O território e o subsolo de Paraibuna

Paraibuna tem 17.667 habitantes distribuídos em 809,6 km², o que dá 21,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São José dos Campos.

No Censo 2022, 1.160 dos 6.628 domicílios de Paraibuna — 17,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 691 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.338 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paraibuna

Com base em 45 poços cadastrados num raio de 30 km de Paraibuna - SP, 80% deles foram concluídos entre 33 m e 204 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 12,4 m³/h (metade dos poços entre 8,4 m³/h e 36,2 m³/h), sobre 14 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (85% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paraibuna se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 45 poços no raio, contra 10 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
12,4 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
1,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 14 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paraibuna: 47/100

47 de 100

Confiança: amostra média45 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 87peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 12peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 41peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 9peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paraibuna costumam descer

  • até 50 m 14%6
  • 50 a 100 m 5%2
  • 100 a 150 m 39%17
  • acima de 150 m 43%19

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Embú 36,3 m³/h 165 m 63 com teste
Complexo Rio Capivari 7,2 m³/h 204 m 33 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 36,1 m³/h 180 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 100 a 150 m6 poços Complexo Embú 1 · Complexo Rio Capivari 1 · Corpo Cristalino 1
  • acima de 150 m11 poços Complexo Embú 4 · Complexo Rio Capivari 2 · Complexo Granito-Gnáissico 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paraibuna?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paraibuna.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.