São Paulo · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jaborandi - SP: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jaborandi, São Paulo.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 16poços cadastrados
  • 137,9 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 14,9 mnível estático médio

Como são os poços em Jaborandi - SP?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 16 poços em Jaborandi - SP. A profundidade média é de 137,9 m e a mediana, 150 m, medida em 16 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 391 dos 2.278 domicílios do município — 17,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
16
Profundidade média
137,9 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
14,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
18,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m)
População (Censo 2022)
6.221 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
391 (17,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 16 poços em Jaborandi, com profundidade média de 137,9 m (mediana de 150 m, variando de 10 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 90% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jaborandi é 18,1 m mais raso que a média de São Paulo (156 m).

Números do cadastro em Jaborandi

Poços cadastrados em Jaborandi - SP
Poços no cadastro nacional16 poços
Profundidade média137,9 m 16 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade10 m a 250 m
Nível estático médio14,9 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio70,9 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 90% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 7 poços
Poços com teste de vazão16 de 16
Distribuição das profundidades em Jaborandi 10 m mínimo 150 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 87 m e 166 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jaborandi por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 6% 50-100 m 5 · 31% 100-150 m 4 · 25% 150-200 m 3 · 19% acima de 200 m 3 · 19%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jaborandi 7 1980 3 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jaborandi. Valores em poços. Abastecimento urbano 6 · 46% Abastecimento industrial 4 · 31% Abastecimento doméstico 3 · 23%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 9 poços
  • Grupo Bauru — 1 poço

O território e o subsolo de Jaborandi

Jaborandi tem 6.221 habitantes distribuídos em 273,4 km², o que dá 22,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Barretos, na região intermediária de Ribeirão Preto.

No Censo 2022, 391 dos 2.278 domicílios de Jaborandi — 17,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 299 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 200 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

São Paulo tem a Bacia do Paraná no interior — Guarani, Bauru, Tubarão e Serra Geral — e o cristalino na faixa leste, além das bacias de São Paulo e Taubaté. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Bauru, Sistema Aquífero Tubarão, Sistema Aquífero Serra Geral, Bacia de São Paulo. No interior, poço poroso profundo e produtivo, com uso intenso e rebaixamento regional em algumas áreas; na Grande São Paulo, cristalino de vazão modesta.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jaborandi

Com base em 340 poços cadastrados num raio de 30 km de Jaborandi - SP, 80% deles foram concluídos entre 35 m e 222 m, com profundidade mediana de 96 m. A vazão mediana calculada é de 13,3 m³/h (metade dos poços entre 5,8 m³/h e 25,0 m³/h), sobre 158 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (58% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jaborandi se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 340 poços no raio, contra 16 poços dentro do município.

96 mprofundidade mediana
13,3 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
12,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 158 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jaborandi: 71/100

71 de 100

Confiança: amostra alta340 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 89peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 60peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 67peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 52peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 45peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jaborandi costumam descer

  • até 50 m 23%76
  • 50 a 100 m 31%102
  • 100 a 150 m 23%77
  • acima de 150 m 22%73

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Bauru 14,1 m³/h 90 m 140111 com teste
Formação Serra Geral 20,0 m³/h 130 m 3527 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m32 poços Grupo Bauru 31 · Formação Serra Geral 1
  • 50 a 100 m54 poços Grupo Bauru 50 · Formação Serra Geral 4
  • 100 a 150 m51 poços Grupo Bauru 34 · Formação Serra Geral 16 · Grupo São Bento 1
  • acima de 150 m40 poços Grupo Bauru 25 · Formação Serra Geral 14 · Formação Botucatu 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jaborandi?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jaborandi.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.