Sergipe · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Macambira - SE: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Macambira, Sergipe.
- aquífero fissural
- 83poços cadastrados
- 56,4 mprofundidade média
- 60 mprofundidade mediana
- 6,3 mnível estático médio
Como são os poços em Macambira - SE?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 83 poços em Macambira - SE. A profundidade média é de 56,4 m e a mediana, 60 m, medida em 72 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,3 m. O aquífero predominante é fissural. No Censo 2022, 471 dos 2.486 domicílios do município — 19% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 83
- Profundidade média
- 56,4 m
- Profundidade mediana
- 60 m
- Nível estático médio
- 6,3 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Ante a média do estado
- 5,5 m mais raso que a média de Sergipe (61,9 m)
- População (Censo 2022)
- 6.838 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 471 (19%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 83 poços em Macambira, com profundidade média de 56,4 m (mediana de 60 m, variando de 12 m a 78 m).
Comparado ao restante do estado, o poço de Macambira é 5,5 m mais raso que a média de Sergipe (61,9 m).
Números do cadastro em Macambira
| Poços no cadastro nacional | 83 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 56,4 m 72 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 60 m |
| Faixa de profundidade | 12 m a 78 m |
| Nível estático médio | 6,3 m 41 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 32,9 m 44 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,1 m³/h por metro 11 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 95% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento múltiplo 24 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1980 42 poços |
| Poços com teste de vazão | 83 de 83 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 61 poços
- Carstico — 3 poços
O território e o subsolo de Macambira
Macambira tem 6.838 habitantes distribuídos em 137,5 km², o que dá 49,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Itabaiana.
No Censo 2022, 471 dos 2.486 domicílios de Macambira — 19% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 467 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 914 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
Sergipe divide-se entre a Bacia Sergipe-Alagoas, na faixa costeira, e o cristalino, no interior. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Marituba, Grupo Barreiras, embasamento cristalino. Poço poroso produtivo perto do litoral; fissural e sujeito a salinidade no sertão.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Macambira
Com base em 2.131 poços cadastrados num raio de 30 km de Macambira - SE, 80% deles foram concluídos entre 43 m e 72 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 3,6 m³/h (metade dos poços entre 1,4 m³/h e 8,8 m³/h), sobre 442 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (82% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Macambira se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.131 poços no raio, contra 83 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 442 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Macambira: 42/100
Confiança: amostra alta2.131 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 21peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 20peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 12peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Macambira costumam descer
- até 50 m 21%335
- 50 a 100 m 78%1.217
- 100 a 150 m 1%16
- acima de 150 m 0%1
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Frei Paulo | 2,4 m³/h | 60 m | 239 com teste |
| Formação Olhos Dagua | 3,0 m³/h | 60 m | 212 com teste |
| Grupo Barreiras | sem teste | 60 m | 20 |
| Corpo Cristalino | sem teste | 53 m | 17 |
| Complexo Gnáissico-Migmatítico | sem teste | 60 m | 15 |
| Coberturas Sedimentares Indiferenciadas | sem teste | 65 m | 10 |
| Formação Lagarto | 7,4 m³/h | 60 m | 91 com teste |
| Formação Ribeirópolis | 8,8 m³/h | 72 m | 99 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m33 poços Corpo Cristalino 8 · Formação Frei Paulo 5 · Formação Olhos Dagua 5
- 50 a 100 m106 poços Formação Frei Paulo 18 · Formação Olhos Dagua 15 · Grupo Barreiras 14
- 100 a 150 m6 poços Formação Lagarto 2 · Grupo Barreiras 2 · Corpo Cristalino 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Macambira?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Macambira.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Macambira
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Veja também: todos os municípios de Sergipe · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.