Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Paulo Lopes - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Paulo Lopes, Santa Catarina.

  • aquífero poroso
  • coberturas sedimentares indiferenciadas
  • 9poços cadastrados
  • 9,5 mprofundidade média
  • 7,3 mprofundidade mediana
  • 1,8 mnível estático médio

Como são os poços em Paulo Lopes - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 9 poços em Paulo Lopes - SC. A profundidade média é de 9,5 m e a mediana, 7,3 m, medida em 9 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 1,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Coberturas Sedimentares Indiferenciadas. No Censo 2022, 141 dos 3.293 domicílios do município — 4,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
9
Profundidade média
9,5 m
Profundidade mediana
7,3 m
Nível estático médio
1,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas
Ante a média do estado
112,8 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
9.063 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
141 (4,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 9 poços em Paulo Lopes, com profundidade média de 9,5 m (mediana de 7,3 m, variando de 6,9 m a 20,3 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Coberturas Sedimentares Indiferenciadas, presente em 89% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Paulo Lopes é 112,8 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Paulo Lopes

Poços cadastrados em Paulo Lopes - SC
Poços no cadastro nacional9 poços
Profundidade média9,5 m 9 poços com o dado
Profundidade mediana7,3 m
Faixa de profundidade6,9 m a 20,3 m
Nível estático médio1,8 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio8,3 m 2 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 89% dos registros
Rocha predominanteCoberturas Sedimentares Indiferenciadas 89% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 8 poços
Poços com teste de vazão9 de 9
Distribuição das profundidades em Paulo Lopes 6,9 m mínimo 7,3 m mediana 20,3 m máximo
Metade dos poços fica entre 7 m e 10 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Paulo Lopes por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 9 · 100%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Paulo Lopes 1 1990 8 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Paulo Lopes. Valores em poços. Abastecimento urbano 8 · 89% Abastecimento múltiplo 1 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 8 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 8 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 1 poço

O território e o subsolo de Paulo Lopes

Paulo Lopes tem 9.063 habitantes distribuídos em 446,2 km², o que dá 20,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Florianópolis.

No Censo 2022, 141 dos 3.293 domicílios de Paulo Lopes — 4,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 112 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.253 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Paulo Lopes, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Paulo Lopes

Com base em 53 poços cadastrados num raio de 30 km de Paulo Lopes - SC, 80% deles foram concluídos entre 8 m e 100 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 31,0 m³/h (metade dos poços entre 12,0 m³/h e 46,6 m³/h), sobre 29 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (82% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Paulo Lopes se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 53 poços no raio, contra 9 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
31,0 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
1,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 29 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Paulo Lopes: 70/100

70 de 100

Confiança: amostra média53 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 99peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 14peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 57peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 74peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Paulo Lopes costumam descer

  • até 50 m 55%29
  • 50 a 100 m 38%20
  • 100 a 150 m 6%3
  • acima de 150 m 2%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 41,8 m³/h 47 m 129 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 46,6 m³/h 70 m 1110 com teste
Depósitos Litorâneos 31,0 m³/h 45 m 83 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 6,0 m³/h 110 m 84 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3,3 m³/h 7 m 82 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m26 poços Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 8 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 8 · Depósitos Litorâneos 6
  • 50 a 100 m19 poços Depósitos Flúvio-Lagunares 9 · Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros 4 · Complexo Granito-Gnáissico 3
  • 100 a 150 m3 poços Complexo Granito-Gnáissico 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Paulo Lopes?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Paulo Lopes.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.