Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jaguaruna - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jaguaruna, Santa Catarina.

  • aquífero poroso
  • depósitos de pântanos, mangues e turfeiras
  • 13poços cadastrados
  • 54,5 mprofundidade média
  • 32 mprofundidade mediana
  • 11,3 mnível estático médio

Como são os poços em Jaguaruna - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 13 poços em Jaguaruna - SC. A profundidade média é de 54,5 m e a mediana, 32 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Depósitos de Pântanos, Mangues e Turfeiras. No Censo 2022, 2.168 dos 7.567 domicílios do município — 28,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
13
Profundidade média
54,5 m
Profundidade mediana
32 m
Nível estático médio
11,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Depósitos de Pântanos, Mangues e Turfeiras
Ante a média do estado
67,8 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
20.375 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.168 (28,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 13 poços em Jaguaruna, com profundidade média de 54,5 m (mediana de 32 m, variando de 8 m a 172 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Depósitos de Pântanos, Mangues e Turfeiras, presente em 28% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jaguaruna é 67,8 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Jaguaruna

Poços cadastrados em Jaguaruna - SC
Poços no cadastro nacional13 poços
Profundidade média54,5 m 13 poços com o dado
Profundidade mediana32 m
Faixa de profundidade8 m a 172 m
Nível estático médio11,3 m 13 poços com o dado
Nível dinâmico médio29,7 m 11 poços com o dado
Vazão específica média4,8 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 83% dos registros
Rocha predominanteDepósitos de Pântanos, Mangues e Turfeiras 28% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 7 poços
Poços com teste de vazão13 de 13
Distribuição das profundidades em Jaguaruna 8 m mínimo 32 m mediana 172 m máximo
Metade dos poços fica entre 27 m e 46 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jaguaruna por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 10 · 77% 50-100 m 1 · 8% 150-200 m 2 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jaguaruna 2 1970 2 1990 7 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jaguaruna. Valores em poços. Abastecimento urbano 9 · 90% Abastecimento doméstico 1 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Depósitos de Pântanos, Mangues e Turfeiras — 8 poços
  • Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros — 8 poços
  • Depósitos Litorâneos — 7 poços
  • Depósitos Flúvio-Lagunares — 3 poços
  • Complexo Granito-Gnáissico — 3 poços

O território e o subsolo de Jaguaruna

Jaguaruna tem 20.375 habitantes distribuídos em 326,4 km², o que dá 62,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Tubarão, na região intermediária de Criciúma.

No Censo 2022, 2.168 dos 7.567 domicílios de Jaguaruna — 28,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.052 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.723 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jaguaruna

Com base em 107 poços cadastrados num raio de 30 km de Jaguaruna - SC, 80% deles foram concluídos entre 17 m e 149 m, com profundidade mediana de 52 m. A vazão mediana calculada é de 13,4 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 30,0 m³/h), sobre 34 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (57% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jaguaruna se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 107 poços no raio, contra 13 poços dentro do município.

52 mprofundidade mediana
13,4 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
3,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 34 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jaguaruna: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta107 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 90peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 28peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 42peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 84peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 19peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jaguaruna costumam descer

  • até 50 m 47%48
  • 50 a 100 m 23%23
  • 100 a 150 m 21%21
  • acima de 150 m 10%10

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 6,0 m³/h 110 m 3415 com teste
Depósitos Litorâneos 30,0 m³/h 20 m 339 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 39,6 m³/h 40 m 71 com teste
Quaternário 52,8 m³/h 46 m 73 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m43 poços Depósitos Litorâneos 30 · Depósitos Flúvio-Lagunares 5 · Quaternário 4
  • 50 a 100 m17 poços Complexo Granito-Gnáissico 10 · Depósitos Litorâneos 3 · Quaternário 2
  • 100 a 150 m15 poços Complexo Granito-Gnáissico 13 · Formação Serra Geral 1 · Quaternário 1
  • acima de 150 m9 poços Complexo Granito-Gnáissico 8 · Depósitos Flúvio-Lagunares 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jaguaruna?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jaguaruna.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.