Santa Catarina · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Florianópolis - SC: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Florianópolis, Santa Catarina.

  • aquífero poroso
  • complexo granito-gnáissico
  • 73poços cadastrados
  • 100,2 mprofundidade média
  • 74 mprofundidade mediana
  • 5,4 mnível estático médio

Como são os poços em Florianópolis - SC?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 73 poços em Florianópolis - SC. A profundidade média é de 100,2 m e a mediana, 74 m, medida em 72 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 3.923 dos 219.739 domicílios do município — 1,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
73
Profundidade média
100,2 m
Profundidade mediana
74 m
Nível estático médio
5,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
22,1 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m)
População (Censo 2022)
537.211 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.923 (1,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 73 poços em Florianópolis, com profundidade média de 100,2 m (mediana de 74 m, variando de 30 m a 456 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 40% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Florianópolis é 22,1 m mais raso que a média de Santa Catarina (122,3 m).

Números do cadastro em Florianópolis

Poços cadastrados em Florianópolis - SC
Poços no cadastro nacional73 poços
Profundidade média100,2 m 72 poços com o dado
Profundidade mediana74 m
Faixa de profundidade30 m a 456 m
Nível estático médio5,4 m 48 poços com o dado
Nível dinâmico médio31,3 m 38 poços com o dado
Vazão específica média7,9 m³/h por metro 38 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 57% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 40% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 31 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 26 poços
Poços com teste de vazão73 de 73
Distribuição das profundidades em Florianópolis 30 m mínimo 74 m mediana 456 m máximo
Metade dos poços fica entre 47 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Florianópolis por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 19 · 26% 50-100 m 33 · 46% 100-150 m 10 · 14% 150-200 m 1 · 1% acima de 200 m 9 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Florianópolis 2 1970 18 1980 19 1990 26 2000 4 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Florianópolis. Valores em poços. Abastecimento urbano 31 · 66% Abastecimento doméstico 10 · 21% Irrigação 2 · 4% Abastecimento doméstico/irrig. 2 · 4% Outros (lazer,etc.) 1 · 2% Abastecimento industrial 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 36 poços
  • Fissural — 27 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 26 poços
  • Depósitos Flúvio-Lagunares — 21 poços
  • Depósitos Litorâneos — 15 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Complexo Gnáissico-Migmatítico — 1 poço
  • Depósitos Marinhos e Continentais Costeiros — 1 poço

O território e o subsolo de Florianópolis

Florianópolis tem 537.211 habitantes distribuídos em 674,8 km², o que dá 796,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Florianópolis.

No Censo 2022, 3.923 dos 219.739 domicílios de Florianópolis — 1,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.508 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5.886 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Florianópolis, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Santa Catarina tem basaltos da Serra Geral no oeste e no planalto, arenitos do Guarani e do Grupo Itararé, cristalino no leste e aquífero costeiro no litoral. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, aquífero costeiro. No oeste, poço em basalto dependente de fratura; no litoral, areia com risco de intrusão salina.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Florianópolis

Com base em 120 poços cadastrados num raio de 30 km de Florianópolis - SC, 80% deles foram concluídos entre 38 m e 160 m, com profundidade mediana de 82 m. A vazão mediana calculada é de 13,1 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 41,6 m³/h), sobre 72 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (61% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Florianópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 120 poços no raio, contra 73 poços dentro do município.

82 mprofundidade mediana
13,1 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
4,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 72 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Florianópolis: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta120 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 89peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 31peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 44peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 4peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Florianópolis costumam descer

  • até 50 m 25%29
  • 50 a 100 m 45%53
  • 100 a 150 m 19%22
  • acima de 150 m 12%14

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 5,7 m³/h 120 m 4935 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 51,0 m³/h 66 m 2625 com teste
Depósitos Litorâneos 4,0 m³/h 38 m 197 com teste
Aluviões 8,9 m³/h 53 m 64 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m29 poços Depósitos Litorâneos 14 · Depósitos Flúvio-Lagunares 8 · Aluviões 3
  • 50 a 100 m43 poços Complexo Granito-Gnáissico 19 · Depósitos Flúvio-Lagunares 15 · Depósitos Litorâneos 5
  • 100 a 150 m21 poços Complexo Granito-Gnáissico 16 · Depósitos Flúvio-Lagunares 3 · Aluviões 1
  • acima de 150 m13 poços Complexo Granito-Gnáissico 12 · Complexo Gnáissico-Migmatítico 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Florianópolis?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Florianópolis.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.