Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Vale Verde - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Vale Verde, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação santa maria
  • 23poços cadastrados
  • 129 mprofundidade média
  • 132 mprofundidade mediana
  • 22,3 mnível estático médio

Como são os poços em Vale Verde - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 23 poços em Vale Verde - RS. A profundidade média é de 129 m e a mediana, 132 m, medida em 23 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 22,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Santa Maria. No Censo 2022, 202 dos 1.294 domicílios do município — 15,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
23
Profundidade média
129 m
Profundidade mediana
132 m
Nível estático médio
22,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Santa Maria
Ante a média do estado
14,1 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
3.150 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
202 (15,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 23 poços em Vale Verde, com profundidade média de 129 m (mediana de 132 m, variando de 48 m a 210 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Santa Maria, presente em 82% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Vale Verde é 14,1 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Vale Verde

Poços cadastrados em Vale Verde - RS
Poços no cadastro nacional23 poços
Profundidade média129 m 23 poços com o dado
Profundidade mediana132 m
Faixa de profundidade48 m a 210 m
Nível estático médio22,3 m 10 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,7 m 10 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Santa Maria 82% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 9 poços
Poços com teste de vazão23 de 23
Distribuição das profundidades em Vale Verde 48 m mínimo 132 m mediana 210 m máximo
Metade dos poços fica entre 92 m e 168 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Vale Verde por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 13% 50-100 m 5 · 22% 100-150 m 6 · 26% 150-200 m 8 · 35% acima de 200 m 1 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Vale Verde 6 1990 9 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Vale Verde. Valores em poços. Abastecimento doméstico 3 · 33% Abastecimento múltiplo 2 · 22% Abastecimento urbano 2 · 22% Sem uso 2 · 22%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 20 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Santa Maria — 18 poços
  • Formação Serra Geral — 2 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço
  • Formação Rosário do Sul — 1 poço

O território e o subsolo de Vale Verde

Vale Verde tem 3.150 habitantes distribuídos em 329,7 km², o que dá 9,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Cruz do Sul, na região intermediária de Santa Cruz do Sul - Lajeado.

No Censo 2022, 202 dos 1.294 domicílios de Vale Verde — 15,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 183 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 339 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Vale Verde

Com base em 414 poços cadastrados num raio de 30 km de Vale Verde - RS, 80% deles foram concluídos entre 52 m e 171 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 4,1 m³/h e 18,5 m³/h), sobre 209 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (92% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Vale Verde se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 414 poços no raio, contra 23 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
14,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 209 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Vale Verde: 51/100

51 de 100

Confiança: amostra alta414 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 66peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 45peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 22peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Vale Verde costumam descer

  • até 50 m 9%35
  • 50 a 100 m 40%156
  • 100 a 150 m 35%136
  • acima de 150 m 17%67

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Santa Maria 14,4 m³/h 102 m 9971 com teste
Formação Rosário do Sul 8,0 m³/h 101 m 8261 com teste
Formação Serra Geral 7,5 m³/h 118 m 4522 com teste
Formação Sanga do Cabral 3,0 m³/h 124 m 174 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 3,5 m³/h 85 m 97 com teste
Aluviões 2,7 m³/h 76 m 97 com teste
Formação Botucatu 12,1 m³/h 148 m 84 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m22 poços Formação Santa Maria 9 · Formação Rosário do Sul 6 · Formação Serra Geral 3
  • 50 a 100 m104 poços Formação Santa Maria 39 · Formação Rosário do Sul 35 · Formação Serra Geral 13
  • 100 a 150 m94 poços Formação Santa Maria 39 · Formação Rosário do Sul 24 · Formação Serra Geral 15
  • acima de 150 m50 poços Formação Rosário do Sul 17 · Formação Serra Geral 14 · Formação Santa Maria 12

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Vale Verde?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Vale Verde.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.