Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Guaíba - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Guaíba, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 51poços cadastrados
  • 111,7 mprofundidade média
  • 97 mprofundidade mediana
  • 9,3 mnível estático médio

Como são os poços em Guaíba - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 51 poços em Guaíba - RS. A profundidade média é de 111,7 m e a mediana, 97 m, medida em 51 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 2.742 dos 35.163 domicílios do município — 7,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
51
Profundidade média
111,7 m
Profundidade mediana
97 m
Nível estático médio
9,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
3,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
92.924 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.742 (7,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 51 poços em Guaíba, com profundidade média de 111,7 m (mediana de 97 m, variando de 20 m a 288 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 62% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Guaíba é 3,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Guaíba

Poços cadastrados em Guaíba - RS
Poços no cadastro nacional51 poços
Profundidade média111,7 m 51 poços com o dado
Profundidade mediana97 m
Faixa de profundidade20 m a 288 m
Nível estático médio9,3 m 41 poços com o dado
Nível dinâmico médio60,6 m 44 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 35 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 93% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 62% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 15 poços
Poços com teste de vazão51 de 51
Distribuição das profundidades em Guaíba 20 m mínimo 97 m mediana 288 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 180 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Guaíba por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 14 · 27% 50-100 m 14 · 27% 100-150 m 7 · 14% 150-200 m 8 · 16% acima de 200 m 8 · 16%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Guaíba 5 1960 6 1970 11 1980 11 1990 15 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Guaíba. Valores em poços. Abastecimento industrial 12 · 50% Abastecimento doméstico 4 · 17% Abastecimento múltiplo 3 · 13% Abastecimento urbano 2 · 8% Irrigação 2 · 8% Outros (lazer,etc.) 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 41 poços
  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 38 poços
  • Quaternário — 11 poços
  • Complexo Cambaí — 4 poços
  • Aluviões — 3 poços
  • Depósitos Litorâneos — 3 poços
  • Depósitos Flúvio-Lagunares — 2 poços

O território e o subsolo de Guaíba

Guaíba tem 92.924 habitantes distribuídos em 376,2 km², o que dá 247,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Porto Alegre.

No Censo 2022, 2.742 dos 35.163 domicílios de Guaíba — 7,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.665 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.700 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Guaíba

Com base em 581 poços cadastrados num raio de 30 km de Guaíba - RS, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 193 m, com profundidade mediana de 96 m. A vazão mediana calculada é de 3,4 m³/h (metade dos poços entre 1,8 m³/h e 7,1 m³/h), sobre 409 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (88% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Guaíba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 581 poços no raio, contra 51 poços dentro do município.

96 mprofundidade mediana
3,4 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
20,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 409 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Guaíba: 36/100

36 de 100

Confiança: amostra alta581 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 20peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 76peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 19peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 52peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 35peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Guaíba costumam descer

  • até 50 m 16%94
  • 50 a 100 m 42%242
  • 100 a 150 m 24%139
  • acima de 150 m 18%104

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Granito-Gnáissico 3,4 m³/h 100 m 279214 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 2,1 m³/h 98 m 5943 com teste
Aluviões 4,1 m³/h 68 m 5233 com teste
Quaternário 5,9 m³/h 75 m 3514 com teste
Depósitos Flúvio-Lagunares 6,9 m³/h 66 m 2320 com teste
Depósitos Alúvio-Coluvionares 5,0 m³/h 90 m 1915 com teste
Depósitos Litorâneos 2,0 m³/h 120 m 74 com teste
Complexo Granito-Gnáissico Pinheiro Machado 5,9 m³/h 80 m 77 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m80 poços Complexo Granito-Gnáissico 28 · Aluviões 18 · Quaternário 13
  • 50 a 100 m224 poços Complexo Granito-Gnáissico 112 · Pré-Cambriano Indiviso 30 · Aluviões 21
  • 100 a 150 m123 poços Complexo Granito-Gnáissico 75 · Pré-Cambriano Indiviso 20 · Aluviões 7
  • acima de 150 m94 poços Complexo Granito-Gnáissico 64 · Aluviões 6 · Pré-Cambriano Indiviso 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Guaíba?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Guaíba.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.