Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jari - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jari, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 30poços cadastrados
  • 169,4 mprofundidade média
  • 187 mprofundidade mediana
  • 29 mnível estático médio

Como são os poços em Jari - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 30 poços em Jari - RS. A profundidade média é de 169,4 m e a mediana, 187 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 29 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 382 dos 1.332 domicílios do município — 28,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
30
Profundidade média
169,4 m
Profundidade mediana
187 m
Nível estático médio
29 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
54,5 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
3.349 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
382 (28,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 30 poços em Jari, com profundidade média de 169,4 m (mediana de 187 m, variando de 11 m a 290 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 93% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jari é 54,5 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Jari

Poços cadastrados em Jari - RS
Poços no cadastro nacional30 poços
Profundidade média169,4 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana187 m
Faixa de profundidade11 m a 290 m
Nível estático médio29 m 27 poços com o dado
Nível dinâmico médio117,7 m 17 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 17 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 93% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 93% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 17 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 16 poços
Poços com teste de vazão30 de 30
Distribuição das profundidades em Jari 11 m mínimo 187 m mediana 290 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 222 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jari por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 7% 50-100 m 4 · 14% 100-150 m 7 · 24% 150-200 m 3 · 10% acima de 200 m 13 · 45%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jari 1 1960 1 1970 11 1990 16 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jari. Valores em poços. Abastecimento doméstico 17 · 81% Abastecimento urbano 2 · 10% Abastecimento múltiplo 2 · 10%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 26 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 28 poços
  • Formação Botucatu — 2 poços

O território e o subsolo de Jari

Jari tem 3.349 habitantes distribuídos em 853,1 km², o que dá 3,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Santa Maria.

No Censo 2022, 382 dos 1.332 domicílios de Jari — 28,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 350 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 275 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jari

Com base em 192 poços cadastrados num raio de 30 km de Jari - RS, 80% deles foram concluídos entre 53 m e 216 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 7,1 m³/h (metade dos poços entre 3,8 m³/h e 11,3 m³/h), sobre 78 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (69% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jari se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 192 poços no raio, contra 30 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
7,1 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
6,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 78 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jari: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra alta192 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 48peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 44peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 58peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 79peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jari costumam descer

  • até 50 m 8%16
  • 50 a 100 m 30%57
  • 100 a 150 m 29%56
  • acima de 150 m 32%61

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 5,8 m³/h 142 m 10852 com teste
Formação Rosário do Sul 16,5 m³/h 70 m 134 com teste
Formação Botucatu 9,4 m³/h 84 m 138 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m12 poços Formação Serra Geral 7 · Formação Botucatu 3 · Formação Rosário do Sul 2
  • 50 a 100 m35 poços Formação Serra Geral 20 · Formação Rosário do Sul 10 · Formação Botucatu 4
  • 100 a 150 m44 poços Formação Serra Geral 36 · Formação Botucatu 5 · Formação Rosário do Sul 1
  • acima de 150 m46 poços Formação Serra Geral 45 · Formação Botucatu 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jari?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jari.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.