Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Forquetinha - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Forquetinha, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 21poços cadastrados
  • 176 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 27,9 mnível estático médio

Como são os poços em Forquetinha - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 21 poços em Forquetinha - RS. A profundidade média é de 176 m e a mediana, 150 m, medida em 21 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 27,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 60 dos 955 domicílios do município — 6,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
21
Profundidade média
176 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
27,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
61,1 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
2.393 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
60 (6,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 21 poços em Forquetinha, com profundidade média de 176 m (mediana de 150 m, variando de 60,3 m a 354 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 83% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Forquetinha é 61,1 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Forquetinha

Poços cadastrados em Forquetinha - RS
Poços no cadastro nacional21 poços
Profundidade média176 m 21 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade60,3 m a 354 m
Nível estático médio27,9 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio88,3 m 8 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 8 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 80% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 83% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 10 poços
Poços com teste de vazão21 de 21
Distribuição das profundidades em Forquetinha 60,3 m mínimo 150 m mediana 354 m máximo
Metade dos poços fica entre 134 m e 214 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Forquetinha por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 14% 100-150 m 8 · 38% 150-200 m 4 · 19% acima de 200 m 6 · 29%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Forquetinha 2 1980 10 1990 6 2000 3 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Forquetinha. Valores em poços. Abastecimento urbano 11 · 73% Abastecimento doméstico/irrig. 2 · 13% Abastecimento doméstico 1 · 7% Pecuária 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 8 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 10 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 1 poço
  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de Forquetinha

Forquetinha tem 2.393 habitantes distribuídos em 93,3 km², o que dá 25,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Lajeado, na região intermediária de Santa Cruz do Sul - Lajeado.

No Censo 2022, 60 dos 955 domicílios de Forquetinha — 6,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 43 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 51 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Forquetinha, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Forquetinha

Com base em 1.141 poços cadastrados num raio de 30 km de Forquetinha - RS, 80% deles foram concluídos entre 57 m e 186 m, com profundidade mediana de 104 m. A vazão mediana calculada é de 10,1 m³/h (metade dos poços entre 5,6 m³/h e 20,5 m³/h), sobre 619 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 17 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (60% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Forquetinha se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.141 poços no raio, contra 21 poços dentro do município.

104 mprofundidade mediana
10,1 m³/hvazão mediana calculada
17 mnível estático mediano
40,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 619 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Forquetinha: 69/100

69 de 100

Confiança: amostra alta1.141 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 77peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 93peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 37peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 42peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Forquetinha costumam descer

  • até 50 m 7%78
  • 50 a 100 m 41%456
  • 100 a 150 m 33%366
  • acima de 150 m 20%224

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 9,9 m³/h 108 m 731444 com teste
Formação Santa Maria 16,8 m³/h 73 m 4843 com teste
Formação Rosário do Sul 12,9 m³/h 75 m 2926 com teste
Formação Botucatu 7,8 m³/h 89 m 1511 com teste
Aluviões 9,2 m³/h 109 m 44 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m58 poços Formação Serra Geral 43 · Formação Santa Maria 6 · Formação Botucatu 4
  • 50 a 100 m336 poços Formação Serra Geral 283 · Formação Santa Maria 26 · Formação Rosário do Sul 19
  • 100 a 150 m257 poços Formação Serra Geral 230 · Formação Santa Maria 13 · Formação Rosário do Sul 6
  • acima de 150 m182 poços Formação Serra Geral 175 · Formação Botucatu 3 · Formação Santa Maria 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Forquetinha?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Forquetinha.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.