Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Capela de Santana - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Capela de Santana, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação piramboia
  • 24poços cadastrados
  • 137,8 mprofundidade média
  • 128 mprofundidade mediana
  • 13,8 mnível estático médio

Como são os poços em Capela de Santana - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 24 poços em Capela de Santana - RS. A profundidade média é de 137,8 m e a mediana, 128 m, medida em 24 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Piramboia. No Censo 2022, 3.293 dos 4.236 domicílios do município — 77,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
24
Profundidade média
137,8 m
Profundidade mediana
128 m
Nível estático médio
13,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Piramboia
Ante a média do estado
22,9 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
11.159 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.293 (77,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 24 poços em Capela de Santana, com profundidade média de 137,8 m (mediana de 128 m, variando de 65 m a 252 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Piramboia, presente em 42% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Capela de Santana é 22,9 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Capela de Santana

Poços cadastrados em Capela de Santana - RS
Poços no cadastro nacional24 poços
Profundidade média137,8 m 24 poços com o dado
Profundidade mediana128 m
Faixa de profundidade65 m a 252 m
Nível estático médio13,8 m 19 poços com o dado
Nível dinâmico médio78,4 m 20 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Piramboia 42% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 3 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 8 poços
Poços com teste de vazão24 de 24
Distribuição das profundidades em Capela de Santana 65 m mínimo 128 m mediana 252 m máximo
Metade dos poços fica entre 113 m e 164 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Capela de Santana por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 17% 100-150 m 13 · 54% 150-200 m 4 · 17% acima de 200 m 3 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Capela de Santana 1 1960 1 1970 4 1980 5 1990 4 2000 8 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Capela de Santana. Valores em poços. Abastecimento doméstico 3 · 23% Abastecimento urbano 3 · 23% Sem uso 3 · 23% Abastecimento múltiplo 2 · 15% Abastecimento industrial 2 · 15%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 21 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Piramboia — 10 poços
  • Formação Rosário do Sul — 5 poços
  • Formação Botucatu — 4 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 2 poços
  • Formação Sanga do Cabral — 2 poços
  • Grupo Passa Dois — 1 poço

O território e o subsolo de Capela de Santana

Capela de Santana tem 11.159 habitantes distribuídos em 182,8 km², o que dá 61,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Novo Hamburgo - São Leopoldo, na região intermediária de Porto Alegre.

No Censo 2022, 3.293 dos 4.236 domicílios de Capela de Santana — 77,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 3.219 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.817 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Capela de Santana

Com base em 1.259 poços cadastrados num raio de 30 km de Capela de Santana - RS, 80% deles foram concluídos entre 72 m e 204 m, com profundidade mediana de 130 m. A vazão mediana calculada é de 5,5 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 10,0 m³/h), sobre 883 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 19 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (83% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Capela de Santana se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.259 poços no raio, contra 24 poços dentro do município.

130 mprofundidade mediana
5,5 m³/hvazão mediana calculada
19 mnível estático mediano
44,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 883 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Capela de Santana: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta1.259 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 95peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 46peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 61peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Capela de Santana costumam descer

  • até 50 m 4%52
  • 50 a 100 m 25%314
  • 100 a 150 m 37%457
  • acima de 150 m 33%411

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 9,2 m³/h 150 m 328226 com teste
Formação Botucatu 5,3 m³/h 121 m 178135 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 4,2 m³/h 132 m 11197 com teste
Formação Rosário do Sul 3,3 m³/h 150 m 8881 com teste
Formação Piramboia 3,4 m³/h 150 m 7053 com teste
Formação Irati 4,2 m³/h 126 m 5451 com teste
Aluviões 6,6 m³/h 100 m 4134 com teste
Formação Rio Bonito 5,0 m³/h 152 m 3531 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m39 poços Aluviões 10 · Formação Palermo 7 · Subgrupo Rio do Rastro 5
  • 50 a 100 m238 poços Formação Serra Geral 64 · Formação Botucatu 58 · Subgrupo Rio do Rastro 29
  • 100 a 150 m360 poços Formação Serra Geral 120 · Formação Botucatu 74 · Subgrupo Rio do Rastro 43
  • acima de 150 m333 poços Formação Serra Geral 141 · Formação Botucatu 41 · Formação Rosário do Sul 34

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Capela de Santana?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Capela de Santana.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.