Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Alegrete - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Alegrete, Rio Grande do Sul.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 286poços cadastrados
  • 84,6 mprofundidade média
  • 66 mprofundidade mediana
  • 20 mnível estático médio

Como são os poços em Alegrete - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 286 poços em Alegrete - RS. A profundidade média é de 84,6 m e a mediana, 66 m, medida em 268 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 3.143 dos 28.245 domicílios do município — 11,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
286
Profundidade média
84,6 m
Profundidade mediana
66 m
Nível estático médio
20 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
30,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
72.409 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
3.143 (11,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 286 poços em Alegrete, com profundidade média de 84,6 m (mediana de 66 m, variando de 3,5 m a 360 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 53% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Alegrete é 30,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Alegrete

Poços cadastrados em Alegrete - RS
Poços no cadastro nacional286 poços
Profundidade média84,6 m 268 poços com o dado
Profundidade mediana66 m
Faixa de profundidade3,5 m a 360 m
Nível estático médio20 m 254 poços com o dado
Nível dinâmico médio34,5 m 160 poços com o dado
Vazão específica média2,5 m³/h por metro 149 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 68% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 53% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 139 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1970 50 poços
Poços com teste de vazão286 de 286
Distribuição das profundidades em Alegrete 3,5 m mínimo 66 m mediana 360 m máximo
Metade dos poços fica entre 45 m e 114 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Alegrete por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 91 · 34% 50-100 m 93 · 35% 100-150 m 53 · 20% 150-200 m 18 · 7% acima de 200 m 13 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Alegrete 1 1940 14 1950 43 1960 50 1970 45 1980 37 1990 35 2000 17 2010 13 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Alegrete. Valores em poços. Abastecimento doméstico 139 · 60% Abastecimento urbano 41 · 18% Abastecimento múltiplo 17 · 7% Abastecimento industrial 13 · 6% Irrigação 11 · 5% Abastecimento doméstico/animal 11 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 156 poços
  • Fissural — 75 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 179 poços
  • Formação Botucatu — 149 poços
  • Formação Rosário do Sul — 4 poços
  • Formação Guará — 3 poços
  • Eluvião — 2 poços
  • Aluviões — 2 poços

O território e o subsolo de Alegrete

Alegrete tem 72.409 habitantes distribuídos em 7.800,4 km², o que dá 9,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Uruguaiana.

No Censo 2022, 3.143 dos 28.245 domicílios de Alegrete — 11,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.590 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.256 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Alegrete

Com base em 203 poços cadastrados num raio de 30 km de Alegrete - RS, 80% deles foram concluídos entre 32 m e 174 m, com profundidade mediana de 82 m. A vazão mediana calculada é de 9,0 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 38,8 m³/h), sobre 119 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 18 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Alegrete se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 203 poços no raio, contra 286 poços dentro do município.

82 mprofundidade mediana
9,0 m³/hvazão mediana calculada
18 mnível estático mediano
7,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 119 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Alegrete: 54/100

54 de 100

Confiança: amostra alta203 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 66peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 45peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 63peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 1peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Alegrete costumam descer

  • até 50 m 26%49
  • 50 a 100 m 34%65
  • 100 a 150 m 26%49
  • acima de 150 m 15%28

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 15,1 m³/h 95 m 13182 com teste
Formação Botucatu 10,8 m³/h 66 m 2717 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m41 poços Formação Serra Geral 31 · Formação Botucatu 10
  • 50 a 100 m52 poços Formação Serra Geral 40 · Formação Botucatu 9 · Aluviões 2
  • 100 a 150 m43 poços Formação Serra Geral 39 · Formação Botucatu 4
  • acima de 150 m26 poços Formação Serra Geral 21 · Formação Botucatu 4 · Eluvião 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Alegrete?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Alegrete.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.