Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Aceguá - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Aceguá, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • complexo granito-gnáissico
  • 13poços cadastrados
  • 147,8 mprofundidade média
  • 172 mprofundidade mediana
  • 24,5 mnível estático médio

Como são os poços em Aceguá - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 13 poços em Aceguá - RS. A profundidade média é de 147,8 m e a mediana, 172 m, medida em 13 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 24,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Granito-Gnáissico. No Censo 2022, 402 dos 1.577 domicílios do município — 25,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
13
Profundidade média
147,8 m
Profundidade mediana
172 m
Nível estático médio
24,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Granito-Gnáissico
Ante a média do estado
32,9 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
4.170 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
402 (25,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 13 poços em Aceguá, com profundidade média de 147,8 m (mediana de 172 m, variando de 27 m a 240 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Granito-Gnáissico, presente em 54% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Aceguá é 32,9 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Aceguá

Poços cadastrados em Aceguá - RS
Poços no cadastro nacional13 poços
Profundidade média147,8 m 13 poços com o dado
Profundidade mediana172 m
Faixa de profundidade27 m a 240 m
Nível estático médio24,5 m 3 poços com o dado
Nível dinâmico médio48,4 m 3 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 1 poço com teste
Aquífero predominanteFissural 58% dos registros
Rocha predominanteComplexo Granito-Gnáissico 54% dos registros
Uso mais comumSem uso 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 5 poços
Poços com teste de vazão13 de 13
Distribuição das profundidades em Aceguá 27 m mínimo 172 m mediana 240 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 199,2 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Aceguá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 15% 50-100 m 2 · 15% 150-200 m 7 · 54% acima de 200 m 2 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Aceguá 3 1980 3 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Aceguá. Valores em poços. Sem uso 6 · 75% Abastecimento urbano 2 · 25%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 7 poços
  • Poroso — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Granito-Gnáissico — 7 poços
  • Subgrupo Estrada Nova — 3 poços
  • Aluviões — 1 poço
  • Formação Rio Bonito — 1 poço
  • Subgrupo Rio do Rastro — 1 poço

O território e o subsolo de Aceguá

Aceguá tem 4.170 habitantes distribuídos em 1.551,3 km², o que dá 2,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Bagé, na região intermediária de Pelotas.

No Censo 2022, 402 dos 1.577 domicílios de Aceguá — 25,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 190 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 870 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Aceguá

Com base em 36 poços cadastrados num raio de 30 km de Aceguá - RS, 80% deles foram concluídos entre 31 m e 225 m, com profundidade mediana de 143 m. A vazão mediana calculada é de 3,0 m³/h (metade dos poços entre 2,3 m³/h e 5,2 m³/h), sobre 7 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (74% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Aceguá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 36 poços no raio, contra 13 poços dentro do município.

143 mprofundidade mediana
3,0 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
1,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 7 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Aceguá: 21/100

21 de 100

Confiança: amostra baixa36 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 17peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 9peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 15peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 10peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 85peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Aceguá costumam descer

  • até 50 m 14%5
  • 50 a 100 m 25%9
  • 100 a 150 m 17%6
  • acima de 150 m 44%16

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Rio Bonito 3,2 m³/h 100 m 94 com teste
Formação Irati 7,5 m³/h 180 m 71 com teste
Complexo Granito-Gnáissico sem teste 160 m 6
Subgrupo Estrada Nova 3,0 m³/h 136 m 61 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Subgrupo Estrada Nova 2 · Complexo Granito-Gnáissico 1 · Aluviões 1
  • 50 a 100 m8 poços Formação Rio Bonito 5 · Complexo Granito-Gnáissico 1 · Subgrupo Rio do Rastro 1
  • 100 a 150 m6 poços Formação Rio Bonito 3 · Formação Irati 2 · Formação Rosário do Sul 1
  • acima de 150 m13 poços Formação Irati 5 · Complexo Granito-Gnáissico 4 · Subgrupo Estrada Nova 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Aceguá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Aceguá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.