Rio Grande do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Novo Xingu - RS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Novo Xingu, Rio Grande do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 12poços cadastrados
  • 148,6 mprofundidade média
  • 161 mprofundidade mediana
  • 23,4 mnível estático médio

Como são os poços em Novo Xingu - RS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em Novo Xingu - RS. A profundidade média é de 148,6 m e a mediana, 161 m, medida em 12 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 25 dos 622 domicílios do município — 4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
148,6 m
Profundidade mediana
161 m
Nível estático médio
23,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
33,7 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m)
População (Censo 2022)
1.646 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
25 (4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em Novo Xingu, com profundidade média de 148,6 m (mediana de 161 m, variando de 70 m a 231 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Novo Xingu é 33,7 m mais fundo que a média de Rio Grande do Sul (114,9 m).

Números do cadastro em Novo Xingu

Poços cadastrados em Novo Xingu - RS
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média148,6 m 12 poços com o dado
Profundidade mediana161 m
Faixa de profundidade70 m a 231 m
Nível estático médio23,4 m 10 poços com o dado
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 8 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 5 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em Novo Xingu 70 m mínimo 161 m mediana 231 m máximo
Metade dos poços fica entre 127 m e 182 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Novo Xingu por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 25% 100-150 m 2 · 17% 150-200 m 6 · 50% acima de 200 m 1 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Novo Xingu 3 1980 5 1990 2 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Novo Xingu. Valores em poços. Abastecimento doméstico 8 · 67% Abastecimento doméstico/animal 2 · 17% Abastecimento urbano 2 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 12 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 12 poços

O território e o subsolo de Novo Xingu

Novo Xingu tem 1.646 habitantes distribuídos em 79,9 km², o que dá 20,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Carazinho, na região intermediária de Passo Fundo.

No Censo 2022, 25 dos 622 domicílios de Novo Xingu — 4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 22 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 5 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Novo Xingu, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Sul tem os basaltos da Serra Geral no norte, os arenitos do Guarani e das formações Rio Bonito e Botucatu no centro, o aquífero costeiro no litoral e o escudo ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Sistema Aquífero Costeiro, Escudo Sul-rio-grandense. Em basalto a vazão depende de fratura e de contato de derrame; no litoral, areia inconsolidada exige filtro; no escudo, poço fissural.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Novo Xingu

Com base em 401 poços cadastrados num raio de 30 km de Novo Xingu - RS, 80% deles foram concluídos entre 64 m e 201 m, com profundidade mediana de 124 m. A vazão mediana calculada é de 12,0 m³/h (metade dos poços entre 6,0 m³/h e 21,2 m³/h), sobre 218 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 22 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Novo Xingu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 401 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

124 mprofundidade mediana
12,0 m³/hvazão mediana calculada
22 mnível estático mediano
14,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 218 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Novo Xingu: 67/100

67 de 100

Confiança: amostra alta401 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 84peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 65peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 17peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 61peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Novo Xingu costumam descer

  • até 50 m 5%19
  • 50 a 100 m 27%109
  • 100 a 150 m 36%141
  • acima de 150 m 32%128

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 11,7 m³/h 122 m 377209 com teste
Eluvião 11,7 m³/h 109 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m19 poços Formação Serra Geral 19
  • 50 a 100 m104 poços Formação Serra Geral 103 · Eluvião 1
  • 100 a 150 m140 poços Formação Serra Geral 139 · Eluvião 1
  • acima de 150 m117 poços Formação Serra Geral 116 · Eluvião 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Novo Xingu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Novo Xingu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.