Roraima · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Luiz - RR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Luiz, Roraima.

  • aquífero fissural
  • unidade granito igarapé azul
  • 70poços cadastrados
  • 36,1 mprofundidade média
  • 9 mprofundidade mediana
  • 5,6 mnível estático médio

Como são os poços em São Luiz - RR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 70 poços em São Luiz - RR. A profundidade média é de 36,1 m e a mediana, 9 m, medida em 63 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Unidade Granito Igarapé Azul. No Censo 2022, 679 dos 2.260 domicílios do município — 30% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
70
Profundidade média
36,1 m
Profundidade mediana
9 m
Nível estático médio
5,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Unidade Granito Igarapé Azul
Ante a média do estado
4,4 m mais fundo que a média de Roraima (31,7 m)
População (Censo 2022)
7.315 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
679 (30%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 70 poços em São Luiz, com profundidade média de 36,1 m (mediana de 9 m, variando de 3 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Unidade Granito Igarapé Azul, presente em 29% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Luiz é 4,4 m mais fundo que a média de Roraima (31,7 m).

Números do cadastro em São Luiz

Poços cadastrados em São Luiz - RR
Poços no cadastro nacional70 poços
Profundidade média36,1 m 63 poços com o dado
Profundidade mediana9 m
Faixa de profundidade3 m a 120 m
Nível estático médio5,6 m 30 poços com o dado
Nível dinâmico médio22,9 m 17 poços com o dado
Vazão específica média478,1 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 80% dos registros
Rocha predominanteUnidade Granito Igarapé Azul 29% dos registros
Uso mais comumDoméstico/irrigação/animal 20 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 24 poços
Poços com teste de vazão70 de 70
Distribuição das profundidades em São Luiz 3 m mínimo 9 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 6 m e 72 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Luiz por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 41 · 65% 50-100 m 14 · 22% 100-150 m 8 · 13%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Luiz 4 1980 19 1990 24 2000 14 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Luiz. Valores em poços. Doméstico/irrigação/animal 20 · 30% Abastecimento doméstico 13 · 20% Sem uso 12 · 18% Abastecimento doméstico/animal 8 · 12% Abastecimento urbano 7 · 11% Abastecimento múltiplo 6 · 9%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 35 poços
  • Poroso — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Unidade Granito Igarapé Azul — 12 poços
  • Corpo Cristalino — 12 poços
  • Suíte Intrusiva Água Branca — 11 poços
  • Formação Boa Vista — 4 poços
  • Grupo Cauarane — 1 poço
  • Grupo Roraima — 1 poço

O território e o subsolo de São Luiz

São Luiz do Anauá tem 7.315 habitantes distribuídos em 1.526,9 km², o que dá 4,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Rorainópolis, na região intermediária de Rorainópolis - Caracaraí.

No Censo 2022, 679 dos 2.260 domicílios de São Luiz do Anauá — 30% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 152 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 674 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Roraima está sobre o Escudo das Guianas, com a Bacia do Tacutu e a Formação Boa Vista nas áreas mais povoadas. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Boa Vista, Bacia do Tacutu, embasamento cristalino. Na região de Boa Vista, aquífero poroso raso; fora dela, poço de fratura.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Luiz

Com base em 112 poços cadastrados num raio de 30 km de São Luiz - RR, 80% deles foram concluídos entre 4 m e 102 m, com profundidade mediana de 12 m. A vazão mediana calculada é de 16,9 m³/h (metade dos poços entre 4,4 m³/h e 29,9 m³/h), sobre 24 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (73% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Luiz se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 112 poços no raio, contra 70 poços dentro do município.

12 mprofundidade mediana
16,9 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
4,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 24 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Luiz: 64/100

64 de 100

Confiança: amostra alta112 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 95peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 29peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 31peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 100peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 39peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Luiz costumam descer

  • até 50 m 63%60
  • 50 a 100 m 26%25
  • 100 a 150 m 11%11
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 19,8 m³/h 72 m 189 com teste
Unidade Granito Igarapé Azul 25,2 m³/h 6 m 166 com teste
Suíte Intrusiva Água Branca 21,0 m³/h 104 m 114 com teste
Formação Boa Vista 3,5 m³/h 12 m 102 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m32 poços Unidade Granito Igarapé Azul 11 · Formação Boa Vista 8 · Corpo Cristalino 4
  • 50 a 100 m19 poços Corpo Cristalino 12 · Suíte Intrusiva Água Branca 3 · Formação Boa Vista 2
  • 100 a 150 m11 poços Suíte Intrusiva Água Branca 6 · Unidade Granito Igarapé Azul 3 · Corpo Cristalino 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Luiz?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Luiz.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.