Rondônia · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Colorado do Oeste - RO: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Colorado do Oeste, Rondônia.

  • aquífero poroso
  • quaternário
  • 38poços cadastrados
  • 67,7 mprofundidade média
  • 67 mprofundidade mediana
  • 11,7 mnível estático médio

Como são os poços em Colorado do Oeste - RO?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 38 poços em Colorado do Oeste - RO. A profundidade média é de 67,7 m e a mediana, 67 m, medida em 29 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Quaternário. No Censo 2022, 1.299 dos 5.991 domicílios do município — 21,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
38
Profundidade média
67,7 m
Profundidade mediana
67 m
Nível estático médio
11,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Quaternário
Ante a média do estado
9,6 m mais fundo que a média de Rondônia (58,1 m)
População (Censo 2022)
15.663 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.299 (21,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 38 poços em Colorado do Oeste, com profundidade média de 67,7 m (mediana de 67 m, variando de 3,5 m a 135 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Quaternário, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Colorado do Oeste é 9,6 m mais fundo que a média de Rondônia (58,1 m).

Números do cadastro em Colorado do Oeste

Poços cadastrados em Colorado do Oeste - RO
Poços no cadastro nacional38 poços
Profundidade média67,7 m 29 poços com o dado
Profundidade mediana67 m
Faixa de profundidade3,5 m a 135 m
Nível estático médio11,7 m 25 poços com o dado
Nível dinâmico médio40,8 m 24 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 23 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 78% dos registros
Rocha predominanteQuaternário 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 8 poços
Poços com teste de vazão38 de 38
Distribuição das profundidades em Colorado do Oeste 3,5 m mínimo 67 m mediana 135 m máximo
Metade dos poços fica entre 52 m e 80 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Colorado do Oeste por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 4 · 14% 50-100 m 23 · 79% 100-150 m 2 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Colorado do Oeste 6 1990 7 2000 8 2010 6 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Colorado do Oeste. Valores em poços. Abastecimento industrial 12 · 67% Abastecimento urbano 2 · 11% Abastecimento doméstico 2 · 11% Outros (lazer,etc.) 1 · 6% Pecuária 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 7 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Quaternário — 5 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 5 poços
  • Formação Solimões — 2 poços
  • Complexo Xingu — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço
  • Formação Parecis — 1 poço

O território e o subsolo de Colorado do Oeste

Colorado do Oeste tem 15.663 habitantes distribuídos em 1.451,1 km², o que dá 10,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Vilhena, na região intermediária de Ji-Paraná.

No Censo 2022, 1.299 dos 5.991 domicílios de Colorado do Oeste — 21,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 674 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.473 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Rondônia combina o cristalino do Cráton Amazônico com coberturas sedimentares e aluviões dos afluentes do Madeira. Os aquíferos com nome próprio do estado: embasamento cristalino, coberturas cenozoicas, aluviões. Manto de alteração espesso sobre rocha dura: o trecho superior desmorona e pede revestimento, e a produção vem da fratura abaixo.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Colorado do Oeste

Com base em 50 poços cadastrados num raio de 30 km de Colorado do Oeste - RO, 80% deles foram concluídos entre 23 m e 100 m, com profundidade mediana de 61 m. A vazão mediana calculada é de 4,6 m³/h (metade dos poços entre 2,3 m³/h e 5,7 m³/h), sobre 28 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (78% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Colorado do Oeste se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 50 poços no raio, contra 38 poços dentro do município.

61 mprofundidade mediana
4,6 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
1,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 28 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Colorado do Oeste: 35/100

35 de 100

Confiança: amostra média50 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 28peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 13peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 21peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 77peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 94peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Colorado do Oeste costumam descer

  • até 50 m 24%9
  • 50 a 100 m 70%26
  • 100 a 150 m 5%2
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Colorado do Oeste?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Colorado do Oeste.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.