Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Taboleiro Grande - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Taboleiro Grande, Rio Grande do Norte.

  • aquífero fissural
  • pré-cambriano indiviso
  • 6poços cadastrados
  • 44,2 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana

Como são os poços em Taboleiro Grande - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 6 poços em Taboleiro Grande - RN. A profundidade média é de 44,2 m e a mediana, 50 m, medida em 5 poços com profundidade informada. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 31 dos 824 domicílios do município — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
6
Profundidade média
44,2 m
Profundidade mediana
50 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
43,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
2.338 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
31 (3,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Amostra pequena: 6 poços no cadastro. Os números descrevem esses poços, e não necessariamente todo o município — o SIAGAS depende do envio do registro por quem perfura.

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 6 poços em Taboleiro Grande, com profundidade média de 44,2 m (mediana de 50 m, variando de 9 m a 60 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 100% dos poços com litologia informada. São poucos registros para o município — servem como referência, não como retrato completo.

Comparado ao restante do estado, o poço de Taboleiro Grande é 43,2 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Taboleiro Grande

Poços cadastrados em Taboleiro Grande - RN
Poços no cadastro nacional6 poços
Profundidade média44,2 m 5 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade9 m a 60 m
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 1990 2 poços
Poços com teste de vazão6 de 6
Distribuição das profundidades em Taboleiro Grande 9 m mínimo 50 m mediana 60 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 52 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Taboleiro Grande por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 60% 50-100 m 2 · 40%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Taboleiro Grande 2 1990 2 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Taboleiro Grande. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 2 poços

O território e o subsolo de Taboleiro Grande

Taboleiro Grande tem 2.338 habitantes distribuídos em 124,1 km², o que dá 18,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pau dos Ferros, na região intermediária de Mossoró.

No Censo 2022, 31 dos 824 domicílios de Taboleiro Grande — 3,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 21 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 130 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Taboleiro Grande, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Taboleiro Grande

Com base em 314 poços cadastrados num raio de 30 km de Taboleiro Grande - RN, 80% deles foram concluídos entre 38 m e 92 m, com profundidade mediana de 60 m. A vazão mediana calculada é de 1,5 m³/h (metade dos poços entre 0,7 m³/h e 3,7 m³/h), sobre 78 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 6 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (90% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Taboleiro Grande se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 314 poços no raio, contra 6 poços dentro do município.

60 mprofundidade mediana
1,5 m³/hvazão mediana calculada
6 mnível estático mediano
11,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 78 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Taboleiro Grande: 25/100

25 de 100

Confiança: amostra alta314 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 4peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 57peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 14peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 82peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 14peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Taboleiro Grande costumam descer

  • até 50 m 29%83
  • 50 a 100 m 67%189
  • 100 a 150 m 2%7
  • acima de 150 m 1%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 1,2 m³/h 50 m 157 com teste
Corpo Cristalino 2,8 m³/h 60 m 1412 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,0 m³/h 60 m 85 com teste
Formação Açu 1,6 m³/h 90 m 76 com teste
Grupo Barreiras 1,0 m³/h 60 m 53 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m22 poços Pré-Cambriano Indiviso 14 · Corpo Cristalino 3 · Grupo Barreiras 2
  • 50 a 100 m26 poços Corpo Cristalino 11 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6 · Formação Açu 5

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Taboleiro Grande?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Taboleiro Grande.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.