Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jundiá - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jundiá, Rio Grande do Norte.

  • aquífero poroso
  • grupo barreiras
  • 15poços cadastrados
  • 57,1 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 20,9 mnível estático médio

Como são os poços em Jundiá - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 15 poços em Jundiá - RN. A profundidade média é de 57,1 m e a mediana, 60 m, medida em 15 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Barreiras. No Censo 2022, 424 dos 1.245 domicílios do município — 34,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
15
Profundidade média
57,1 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
20,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Barreiras
Ante a média do estado
30,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
3.739 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
424 (34,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 15 poços em Jundiá, com profundidade média de 57,1 m (mediana de 60 m, variando de 35 m a 65 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Barreiras, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jundiá é 30,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Jundiá

Poços cadastrados em Jundiá - RN
Poços no cadastro nacional15 poços
Profundidade média57,1 m 15 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade35 m a 65 m
Nível estático médio20,9 m 8 poços com o dado
Nível dinâmico médio30,9 m 2 poços com o dado
Vazão específica média0,4 m³/h por metro 2 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 50% dos registros
Rocha predominanteGrupo Barreiras 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 1 poço
Década com mais perfuraçõesanos 2000 10 poços
Poços com teste de vazão15 de 15
Distribuição das profundidades em Jundiá 35 m mínimo 60 m mediana 65 m máximo
Metade dos poços fica entre 56,5 m e 62 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jundiá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 3 · 20% 50-100 m 12 · 80%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jundiá 5 1990 10 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jundiá. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 1 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 1 poço
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Barreiras — 1 poço
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Jundiá

Jundiá tem 3.739 habitantes distribuídos em 44,6 km², o que dá 83,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Natal.

No Censo 2022, 424 dos 1.245 domicílios de Jundiá — 34,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 316 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 545 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jundiá

Com base em 1.063 poços cadastrados num raio de 30 km de Jundiá - RN, 80% deles foram concluídos entre 23 m e 70 m, com profundidade mediana de 45 m. A vazão mediana calculada é de 3,6 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 5,0 m³/h), sobre 33 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (70% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jundiá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.063 poços no raio, contra 15 poços dentro do município.

45 mprofundidade mediana
3,6 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
37,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 33 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jundiá: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta1.063 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 21peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 91peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 15peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 94peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 98peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jundiá costumam descer

  • até 50 m 64%614
  • 50 a 100 m 35%332
  • 100 a 150 m 1%11
  • acima de 150 m 0%3

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 3,3 m³/h 50 m 136 com teste
Corpo Cristalino 3,0 m³/h 50 m 103 com teste
Grupo Barreiras 3,6 m³/h 48 m 81 com teste
Eluvião 3,4 m³/h 60 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m24 poços Pré-Cambriano Indiviso 13 · Corpo Cristalino 6 · Grupo Barreiras 4
  • 50 a 100 m10 poços Grupo Barreiras 4 · Corpo Cristalino 3 · Eluvião 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jundiá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jundiá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.