Rio Grande do Norte · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jucurutu - RN: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jucurutu, Rio Grande do Norte.

  • aquífero fissural
  • pré-cambriano indiviso
  • 26poços cadastrados
  • 48,1 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 5,3 mnível estático médio

Como são os poços em Jucurutu - RN?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 26 poços em Jucurutu - RN. A profundidade média é de 48,1 m e a mediana, 50 m, medida em 23 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 5,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 367 dos 6.346 domicílios do município — 5,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
26
Profundidade média
48,1 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
5,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
39,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m)
População (Censo 2022)
17.793 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
367 (5,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 26 poços em Jucurutu, com profundidade média de 48,1 m (mediana de 50 m, variando de 4 m a 65 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jucurutu é 39,3 m mais raso que a média de Rio Grande do Norte (87,4 m).

Números do cadastro em Jucurutu

Poços cadastrados em Jucurutu - RN
Poços no cadastro nacional26 poços
Profundidade média48,1 m 23 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade4 m a 65 m
Nível estático médio5,3 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio37,1 m 4 poços com o dado
Vazão específica média0 m³/h por metro 4 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 13 poços
Poços com teste de vazão26 de 26
Distribuição das profundidades em Jucurutu 4 m mínimo 50 m mediana 65 m máximo
Metade dos poços fica entre 45 m e 53 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jucurutu por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 16 · 70% 50-100 m 7 · 30%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jucurutu 1 1970 1 1980 13 1990 7 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jucurutu. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 13 · 76% Abastecimento industrial 1 · 6% Pecuária 1 · 6% Abastecimento múltiplo 1 · 6% Abastecimento doméstico 1 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 5 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 5 poços

O território e o subsolo de Jucurutu

Jucurutu tem 17.793 habitantes distribuídos em 933,7 km², o que dá 19,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Caicó.

No Censo 2022, 367 dos 6.346 domicílios de Jucurutu — 5,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 182 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.120 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Jucurutu, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Rio Grande do Norte reúne a Bacia Potiguar — arenito Açu e calcário Jandaíra — as dunas costeiras e o cristalino a oeste e ao sul. Os aquíferos com nome próprio do estado: Aquífero Açu, Aquífero Jandaíra (cárstico), dunas e Barreiras, embasamento cristalino. No Jandaíra, comportamento cárstico; no Açu, poço profundo, confinado e de vazão alta; no cristalino, vazão baixa e água salobra frequente.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jucurutu

Com base em 128 poços cadastrados num raio de 30 km de Jucurutu - RN, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 60 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 1,0 m³/h (metade dos poços entre 0,4 m³/h e 2,0 m³/h), sobre 12 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (94% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jucurutu se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 128 poços no raio, contra 26 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
1,0 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
4,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 12 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jucurutu: 19/100

19 de 100

Confiança: amostra média128 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 0peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 33peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 1peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 33peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jucurutu costumam descer

  • até 50 m 72%63
  • 50 a 100 m 25%22
  • 100 a 150 m 2%2
  • acima de 150 m 1%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m12 poços Pré-Cambriano Indiviso 11 · Corpo Cristalino 1
  • 50 a 100 m3 poços Pré-Cambriano Indiviso 2 · Corpo Cristalino 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jucurutu?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jucurutu.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.