Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tapejara - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tapejara, Paraná.

  • aquífero poroso
  • grupo caiuá
  • 113poços cadastrados
  • 112,7 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 21,6 mnível estático médio

Como são os poços em Tapejara - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 113 poços em Tapejara - PR. A profundidade média é de 112,7 m e a mediana, 100 m, medida em 55 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 21,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Caiuá. No Censo 2022, 527 dos 5.815 domicílios do município — 9,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
113
Profundidade média
112,7 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
21,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Caiuá
Ante a média do estado
27,2 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
15.869 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
527 (9,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 113 poços em Tapejara, com profundidade média de 112,7 m (mediana de 100 m, variando de 63 m a 357 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Caiuá, presente em 92% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tapejara é 27,2 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Tapejara

Poços cadastrados em Tapejara - PR
Poços no cadastro nacional113 poços
Profundidade média112,7 m 55 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade63 m a 357 m
Nível estático médio21,6 m 41 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,7 m 42 poços com o dado
Vazão específica média1,4 m³/h por metro 25 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 98% dos registros
Rocha predominanteGrupo Caiuá 92% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 21 poços
Poços com teste de vazão113 de 113
Distribuição das profundidades em Tapejara 63 m mínimo 100 m mediana 357 m máximo
Metade dos poços fica entre 83 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tapejara por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 29 · 53% 100-150 m 22 · 40% 150-200 m 2 · 4% acima de 200 m 2 · 4%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tapejara 4 1980 13 1990 21 2000 9 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tapejara. Valores em poços. Abastecimento urbano 9 · 33% Irrigação 9 · 33% Outros (lazer,etc.) 3 · 11% Abastecimento industrial 3 · 11% Pecuária 2 · 7% Abastecimento múltiplo 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 58 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Caiuá — 54 poços
  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Tapejara

Tapejara tem 15.869 habitantes distribuídos em 591,4 km², o que dá 26,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cianorte, na região intermediária de Maringá.

No Censo 2022, 527 dos 5.815 domicílios de Tapejara — 9,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 521 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 332 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tapejara

Com base em 982 poços cadastrados num raio de 30 km de Tapejara - PR, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 143 m, com profundidade mediana de 90 m. A vazão mediana calculada é de 7,7 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 17,8 m³/h), sobre 274 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (97% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tapejara se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 982 poços no raio, contra 113 poços dentro do município.

90 mprofundidade mediana
7,7 m³/hvazão mediana calculada
25 mnível estático mediano
34,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 274 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tapejara: 63/100

63 de 100

Confiança: amostra alta982 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 54peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 90peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 76peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 59peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 29peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tapejara costumam descer

  • até 50 m 3%12
  • 50 a 100 m 65%294
  • 100 a 150 m 26%118
  • acima de 150 m 6%26

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Caiuá 11,0 m³/h 100 m 45460 com teste
Formação Serra Geral 5,1 m³/h 105 m 161 com teste
Grupo Itararé sem teste 150 m 7

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m7 poços Grupo Caiuá 6 · Formação Serra Geral 1
  • 50 a 100 m95 poços Grupo Caiuá 92 · Formação Serra Geral 2 · Formação Botucatu 1
  • 100 a 150 m69 poços Grupo Caiuá 62 · Formação Serra Geral 6 · Grupo Itararé 1
  • acima de 150 m10 poços Grupo Caiuá 10

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tapejara?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tapejara.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.