Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São João do Triunfo - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São João do Triunfo, Paraná.

  • aquífero poroso
  • grupo itararé
  • 24poços cadastrados
  • 233,8 mprofundidade média
  • 312 mprofundidade mediana
  • 29,8 mnível estático médio

Como são os poços em São João do Triunfo - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 24 poços em São João do Triunfo - PR. A profundidade média é de 233,8 m e a mediana, 312 m, medida em 20 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 29,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 1.236 dos 4.908 domicílios do município — 25,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
24
Profundidade média
233,8 m
Profundidade mediana
312 m
Nível estático médio
29,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
93,9 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
13.726 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.236 (25,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 24 poços em São João do Triunfo, com profundidade média de 233,8 m (mediana de 312 m, variando de 63 m a 452 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São João do Triunfo é 93,9 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em São João do Triunfo

Poços cadastrados em São João do Triunfo - PR
Poços no cadastro nacional24 poços
Profundidade média233,8 m 20 poços com o dado
Profundidade mediana312 m
Faixa de profundidade63 m a 452 m
Nível estático médio29,8 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio122,5 m 15 poços com o dado
Vazão específica média1,9 m³/h por metro 13 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 80% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 47% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 9 poços
Poços com teste de vazão24 de 24
Distribuição das profundidades em São João do Triunfo 63 m mínimo 312 m mediana 452 m máximo
Metade dos poços fica entre 140 m e 330 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São João do Triunfo por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 3 · 15% 100-150 m 5 · 25% 150-200 m 1 · 5% acima de 200 m 11 · 55%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São João do Triunfo 5 1970 1 1980 1 1990 9 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São João do Triunfo. Valores em poços. Abastecimento urbano 6 · 75% Outros (lazer,etc.) 1 · 13% Irrigação 1 · 13%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 12 poços
  • Carstico — 2 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 7 poços
  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Formação Rio Bonito — 3 poços
  • Subgrupo Rio do Rastro — 1 poço

O território e o subsolo de São João do Triunfo

São João do Triunfo tem 13.726 habitantes distribuídos em 720,4 km², o que dá 19,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ponta Grossa.

No Censo 2022, 1.236 dos 4.908 domicílios de São João do Triunfo — 25,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 215 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.300 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São João do Triunfo

Com base em 105 poços cadastrados num raio de 30 km de São João do Triunfo - PR, 80% deles foram concluídos entre 87 m e 330 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 7,2 m³/h (metade dos poços entre 3,5 m³/h e 10,6 m³/h), sobre 37 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (84% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São João do Triunfo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 105 poços no raio, contra 24 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
7,2 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
3,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 37 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São João do Triunfo: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta105 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 49peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 28peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 36peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 84peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São João do Triunfo costumam descer

  • até 50 m 1%1
  • 50 a 100 m 25%18
  • 100 a 150 m 25%18
  • acima de 150 m 49%35

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Itararé 7,8 m³/h 130 m 2512 com teste
Formação Rio Bonito 6,8 m³/h 163 m 154 com teste
Formação Serra Geral 10,0 m³/h 135 m 51 com teste
Formação Irati sem teste 75 m 4
Formação Palermo 11,9 m³/h 150 m 31 com teste
Formação Furnas sem teste 110 m 3

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m14 poços Grupo Itararé 8 · Formação Irati 2 · Formação Rio Bonito 2
  • 100 a 150 m13 poços Formação Rio Bonito 3 · Grupo Itararé 3 · Formação Palermo 2
  • acima de 150 m20 poços Grupo Itararé 9 · Formação Rio Bonito 8 · Formação Serra Geral 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São João do Triunfo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São João do Triunfo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.