Paraná · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Santa Maria do Oeste - PR: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Maria do Oeste, Paraná.
- aquífero fissural
- formação serra geral
- 25poços cadastrados
- 1.097,1 mprofundidade média
- 150 mprofundidade mediana
- 11,5 mnível estático médio
Como são os poços em Santa Maria do Oeste - PR?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 25 poços em Santa Maria do Oeste - PR. A profundidade média é de 1.097,1 m e a mediana, 150 m, medida em 8 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 650 dos 3.606 domicílios do município — 18% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 25
- Profundidade média
- 1.097,1 m
- Profundidade mediana
- 150 m
- Nível estático médio
- 11,5 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Formação Serra Geral
- Ante a média do estado
- 957,2 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
- População (Censo 2022)
- 9.934 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 650 (18%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 25 poços em Santa Maria do Oeste, com profundidade média de 1.097,1 m (mediana de 150 m, variando de 43 m a 4.219,1 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 58% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Maria do Oeste é 957,2 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).
Números do cadastro em Santa Maria do Oeste
| Poços no cadastro nacional | 25 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 1.097,1 m 8 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 150 m |
| Faixa de profundidade | 43 m a 4.219,1 m |
| Nível estático médio | 11,5 m 6 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 59,5 m 7 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,9 m³/h por metro 5 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 57% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Serra Geral 58% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 1 poço |
| Década com mais perfurações | anos 1980 3 poços |
| Poços com teste de vazão | 25 de 25 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 4 poços
- Poroso — 3 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Serra Geral — 7 poços
- Formação Botucatu — 1 poço
- Grupo Passa Dois — 1 poço
- Grupo Tubarão — 1 poço
- Formação Ponta Grossa — 1 poço
- Formação Furnas — 1 poço
O território e o subsolo de Santa Maria do Oeste
Santa Maria do Oeste tem 9.934 habitantes distribuídos em 836,7 km², o que dá 11,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pitanga, na região intermediária de Guarapuava.
No Censo 2022, 650 dos 3.606 domicílios de Santa Maria do Oeste — 18% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 453 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.761 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Santa Maria do Oeste
Com base em 117 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Maria do Oeste - PR, 80% deles foram concluídos entre 78 m e 200 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 5,6 m³/h (metade dos poços entre 2,9 m³/h e 8,1 m³/h), sobre 44 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 21 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (54% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Maria do Oeste se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 117 poços no raio, contra 25 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 44 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Santa Maria do Oeste: 46/100
Confiança: amostra alta117 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 35peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 30peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 59peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 87peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Santa Maria do Oeste costumam descer
- até 50 m 9%6
- 50 a 100 m 45%29
- 100 a 150 m 26%17
- acima de 150 m 20%13
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m4 poços Formação Serra Geral 4
- 50 a 100 m11 poços Formação Serra Geral 11
- 100 a 150 m9 poços Formação Serra Geral 9
- acima de 150 m6 poços Formação Serra Geral 6
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.
O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Santa Maria do Oeste?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Maria do Oeste.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Municípios de Paraná com profundidade parecida
Próximos na lista de Paraná
Veja também: todos os municípios de Paraná · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.