Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Rondon - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rondon, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 91poços cadastrados
  • 101,3 mprofundidade média
  • 96 mprofundidade mediana
  • 25,9 mnível estático médio

Como são os poços em Rondon - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 91 poços em Rondon - PR. A profundidade média é de 101,3 m e a mediana, 96 m, medida em 58 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 25,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 378 dos 3.371 domicílios do município — 11,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
91
Profundidade média
101,3 m
Profundidade mediana
96 m
Nível estático médio
25,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
38,6 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
9.097 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
378 (11,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 91 poços em Rondon, com profundidade média de 101,3 m (mediana de 96 m, variando de 48 m a 222 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 56% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Rondon é 38,6 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Rondon

Poços cadastrados em Rondon - PR
Poços no cadastro nacional91 poços
Profundidade média101,3 m 58 poços com o dado
Profundidade mediana96 m
Faixa de profundidade48 m a 222 m
Nível estático médio25,9 m 58 poços com o dado
Nível dinâmico médio46,4 m 58 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 40 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 94% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 56% dos registros
Uso mais comumIrrigação 16 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 18 poços
Poços com teste de vazão91 de 91
Distribuição das profundidades em Rondon 48 m mínimo 96 m mediana 222 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 114 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Rondon por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 3% 50-100 m 36 · 62% 100-150 m 15 · 26% 150-200 m 3 · 5% acima de 200 m 2 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Rondon 1 1970 3 1980 18 1990 13 2000 12 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Rondon. Valores em poços. Irrigação 16 · 44% Abastecimento urbano 10 · 28% Outros (lazer,etc.) 4 · 11% Abastecimento industrial 3 · 8% Abastecimento múltiplo 2 · 6% Pecuária 1 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 31 poços
  • Fissural — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 20 poços
  • Grupo Caiuá — 16 poços

O território e o subsolo de Rondon

Rondon tem 9.097 habitantes distribuídos em 555,1 km², o que dá 16,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cianorte, na região intermediária de Maringá.

No Censo 2022, 378 dos 3.371 domicílios de Rondon — 11,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 360 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 124 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Rondon

Com base em 653 poços cadastrados num raio de 30 km de Rondon - PR, 80% deles foram concluídos entre 62 m e 151 m, com profundidade mediana de 96 m. A vazão mediana calculada é de 7,0 m³/h (metade dos poços entre 4,1 m³/h e 12,7 m³/h), sobre 246 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (89% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rondon se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 653 poços no raio, contra 91 poços dentro do município.

96 mprofundidade mediana
7,0 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
23,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 246 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Rondon: 60/100

60 de 100

Confiança: amostra alta653 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 46peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 79peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 71peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 52peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 65peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Rondon costumam descer

  • até 50 m 4%16
  • 50 a 100 m 62%227
  • 100 a 150 m 24%88
  • acima de 150 m 10%38

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Caiuá 6,9 m³/h 90 m 17442 com teste
Formação Serra Geral 14,2 m³/h 118 m 7416 com teste
Grupo Itararé sem teste 120 m 5

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Grupo Caiuá 3
  • 50 a 100 m85 poços Grupo Caiuá 65 · Formação Serra Geral 19 · Grupo Itararé 1
  • 100 a 150 m50 poços Formação Serra Geral 24 · Grupo Caiuá 22 · Grupo Itararé 2
  • acima de 150 m20 poços Formação Serra Geral 13 · Grupo Caiuá 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Rondon?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rondon.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.