Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Colombo - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Colombo, Paraná.

  • aquífero carstico
  • formação capiru
  • 171poços cadastrados
  • 100,3 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 18,5 mnível estático médio

Como são os poços em Colombo - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 171 poços em Colombo - PR. A profundidade média é de 100,3 m e a mediana, 80 m, medida em 126 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 18,5 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Formação Capiru. No Censo 2022, 1.942 dos 81.736 domicílios do município — 2,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
171
Profundidade média
100,3 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
18,5 m
Aquífero predominante
Carstico
Rocha predominante
Formação Capiru
Ante a média do estado
39,6 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
232.212 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.942 (2,4%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 171 poços em Colombo, com profundidade média de 100,3 m (mediana de 80 m, variando de 19 m a 305 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Capiru, presente em 60% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Colombo é 39,6 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Colombo

Poços cadastrados em Colombo - PR
Poços no cadastro nacional171 poços
Profundidade média100,3 m 126 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade19 m a 305 m
Nível estático médio18,5 m 88 poços com o dado
Nível dinâmico médio48,4 m 88 poços com o dado
Vazão específica média11,5 m³/h por metro 54 poços com teste
Aquífero predominanteCarstico 65% dos registros
Rocha predominanteFormação Capiru 60% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 19 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 49 poços
Poços com teste de vazão171 de 171
Distribuição das profundidades em Colombo 19 m mínimo 80 m mediana 305 m máximo
Metade dos poços fica entre 46 m e 139 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Colombo por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 40 · 32% 50-100 m 37 · 29% 100-150 m 26 · 21% 150-200 m 9 · 7% acima de 200 m 14 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Colombo 1 1960 1 1970 4 1980 49 1990 47 2000 15 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Colombo. Valores em poços. Abastecimento industrial 19 · 35% Abastecimento urbano 16 · 29% Abastecimento múltiplo 9 · 16% Outros (lazer,etc.) 5 · 9% Irrigação 5 · 9% Pecuária 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Carstico — 78 poços
  • Fissural — 42 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Capiru — 72 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 32 poços
  • Formação Guabirotuba — 5 poços
  • Formação Serra Geral — 5 poços
  • Grupo Itararé — 3 poços
  • Complexo Atuba — 3 poços

O território e o subsolo de Colombo

Colombo tem 232.212 habitantes distribuídos em 197,6 km², o que dá 1.175,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curitiba.

No Censo 2022, 1.942 dos 81.736 domicílios de Colombo — 2,4% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.538 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.463 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Colombo, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.

O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Colombo

Com base em 1.870 poços cadastrados num raio de 30 km de Colombo - PR, 80% deles foram concluídos entre 45 m e 252 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 7,0 m³/h (metade dos poços entre 3,8 m³/h e 20,0 m³/h), sobre 538 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Colombo se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.870 poços no raio, contra 171 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
7,0 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
66,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 538 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Colombo: 46/100

46 de 100

Confiança: amostra alta1.870 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 46peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 99peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 25peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 8peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Colombo costumam descer

  • até 50 m 13%159
  • 50 a 100 m 27%330
  • 100 a 150 m 28%348
  • acima de 150 m 32%391

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 4,8 m³/h 125 m 73324 com teste
Formação Capiru 35,5 m³/h 49 m 19570 com teste
Grupo Itararé 3,0 m³/h 126 m 1072 com teste
Formação Guabirotuba 10,7 m³/h 57 m 4914 com teste
Formação Serra Geral 159,6 m³/h 141 m 4222 com teste
Complexo Atuba 12,5 m³/h 80 m 2320 com teste
Corpo Cristalino 5,9 m³/h 113 m 168 com teste
Quaternário sem teste 80 m 7

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m131 poços Formação Capiru 89 · Pré-Cambriano Indiviso 21 · Formação Guabirotuba 6
  • 50 a 100 m246 poços Pré-Cambriano Indiviso 147 · Formação Capiru 50 · Formação Guabirotuba 19
  • 100 a 150 m223 poços Pré-Cambriano Indiviso 171 · Formação Capiru 20 · Formação Serra Geral 12
  • acima de 150 m196 poços Pré-Cambriano Indiviso 160 · Formação Serra Geral 15 · Formação Capiru 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Colombo?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Colombo.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.