Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ponta Grossa - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ponta Grossa, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação furnas
  • 298poços cadastrados
  • 198 mprofundidade média
  • 182 mprofundidade mediana
  • 40,4 mnível estático médio

Como são os poços em Ponta Grossa - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 298 poços em Ponta Grossa - PR. A profundidade média é de 198 m e a mediana, 182 m, medida em 189 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 40,4 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Furnas. No Censo 2022, 1.870 dos 127.673 domicílios do município — 1,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
298
Profundidade média
198 m
Profundidade mediana
182 m
Nível estático médio
40,4 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Furnas
Ante a média do estado
58,1 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
358.371 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.870 (1,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 298 poços em Ponta Grossa, com profundidade média de 198 m (mediana de 182 m, variando de 63 m a 490 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Furnas, presente em 43% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ponta Grossa é 58,1 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Ponta Grossa

Poços cadastrados em Ponta Grossa - PR
Poços no cadastro nacional298 poços
Profundidade média198 m 189 poços com o dado
Profundidade mediana182 m
Faixa de profundidade63 m a 490 m
Nível estático médio40,4 m 176 poços com o dado
Nível dinâmico médio92,6 m 172 poços com o dado
Vazão específica média2,1 m³/h por metro 139 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 83% dos registros
Rocha predominanteFormação Furnas 43% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 38 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 81 poços
Poços com teste de vazão298 de 298
Distribuição das profundidades em Ponta Grossa 63 m mínimo 182 m mediana 490 m máximo
Metade dos poços fica entre 140 m e 246 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ponta Grossa por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 19 · 10% 100-150 m 47 · 25% 150-200 m 48 · 25% acima de 200 m 75 · 40%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ponta Grossa 14 1980 28 1990 81 2000 57 2010 2 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ponta Grossa. Valores em poços. Abastecimento industrial 38 · 36% Abastecimento múltiplo 32 · 30% Outros (lazer,etc.) 21 · 20% Abastecimento urbano 6 · 6% Irrigação 5 · 5% Pecuária 4 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 98 poços
  • Carstico — 17 poços
  • Fissural — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Furnas — 49 poços
  • Grupo Itararé — 31 poços
  • Formação Ponta Grossa — 25 poços
  • Quaternário — 4 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 2 poços
  • Formação Palermo — 2 poços

O território e o subsolo de Ponta Grossa

Ponta Grossa tem 358.371 habitantes distribuídos em 2.054,7 km², o que dá 174,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Ponta Grossa.

No Censo 2022, 1.870 dos 127.673 domicílios de Ponta Grossa — 1,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.490 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.364 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Ponta Grossa, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ponta Grossa

Com base em 440 poços cadastrados num raio de 30 km de Ponta Grossa - PR, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 300 m, com profundidade mediana de 174 m. A vazão mediana calculada é de 7,4 m³/h (metade dos poços entre 4,1 m³/h e 16,1 m³/h), sobre 198 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 31 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (87% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ponta Grossa se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 440 poços no raio, contra 298 poços dentro do município.

174 mprofundidade mediana
7,4 m³/hvazão mediana calculada
31 mnível estático mediano
15,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 198 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ponta Grossa: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta440 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 51peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 68peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 2peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 31peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ponta Grossa costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 11%31
  • 100 a 150 m 29%79
  • acima de 150 m 60%163

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Furnas 7,2 m³/h 150 m 9116 com teste
Grupo Itararé 8,2 m³/h 150 m 3911 com teste
Formação Ponta Grossa 3,1 m³/h 177 m 273 com teste
Pré-Cambriano Indiviso sem teste 172 m 4
Quaternário sem teste — 4

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m15 poços Formação Furnas 7 · Grupo Itararé 5 · Formação Ponta Grossa 1
  • 100 a 150 m33 poços Formação Furnas 16 · Grupo Itararé 8 · Formação Ponta Grossa 4
  • acima de 150 m41 poços Formação Furnas 22 · Grupo Itararé 11 · Formação Ponta Grossa 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ponta Grossa?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ponta Grossa.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.