Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Planalto - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Planalto, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 44poços cadastrados
  • 143,2 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 42,9 mnível estático médio

Como são os poços em Planalto - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 44 poços em Planalto - PR. A profundidade média é de 143,2 m e a mediana, 150 m, medida em 23 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 42,9 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 1.111 dos 5.311 domicílios do município — 20,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
44
Profundidade média
143,2 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
42,9 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
3,3 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
14.374 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.111 (20,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 44 poços em Planalto, com profundidade média de 143,2 m (mediana de 150 m, variando de 84 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Planalto é 3,3 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Planalto

Poços cadastrados em Planalto - PR
Poços no cadastro nacional44 poços
Profundidade média143,2 m 23 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade84 m a 200 m
Nível estático médio42,9 m 22 poços com o dado
Nível dinâmico médio63,4 m 22 poços com o dado
Vazão específica média1,2 m³/h por metro 15 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 56% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 10 poços
Poços com teste de vazão44 de 44
Distribuição das profundidades em Planalto 84 m mínimo 150 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 177 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Planalto por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 7 · 30% 100-150 m 7 · 30% 150-200 m 9 · 39%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Planalto 1 1970 10 1990 7 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Planalto. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 71% Pecuária 1 · 14% Abastecimento industrial 1 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 14 poços
  • Fissural — 11 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 25 poços

O território e o subsolo de Planalto

Planalto tem 14.374 habitantes distribuídos em 346,2 km², o que dá 41,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Francisco Beltrão, na região intermediária de Cascavel.

No Censo 2022, 1.111 dos 5.311 domicílios de Planalto — 20,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.076 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 964 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Planalto

Com base em 359 poços cadastrados num raio de 30 km de Planalto - PR, 80% deles foram concluídos entre 81 m e 210 m, com profundidade mediana de 138 m. A vazão mediana calculada é de 5,7 m³/h (metade dos poços entre 3,6 m³/h e 8,1 m³/h), sobre 144 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 36 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (64% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Planalto se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 359 poços no raio, contra 44 poços dentro do município.

138 mprofundidade mediana
5,7 m³/hvazão mediana calculada
36 mnível estático mediano
12,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 144 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Planalto: 49/100

49 de 100

Confiança: amostra alta359 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 36peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 62peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 11peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 93peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Planalto costumam descer

  • até 50 m 2%4
  • 50 a 100 m 21%46
  • 100 a 150 m 41%91
  • acima de 150 m 36%80

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m4 poços Formação Serra Geral 4
  • 50 a 100 m36 poços Formação Serra Geral 36
  • 100 a 150 m51 poços Formação Serra Geral 51
  • acima de 150 m37 poços Formação Serra Geral 37

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Planalto?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Planalto.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.