Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Imbaú - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Imbaú, Paraná.

  • aquífero poroso
  • grupo itararé
  • 35poços cadastrados
  • 157,2 mprofundidade média
  • 144 mprofundidade mediana
  • 34,7 mnível estático médio

Como são os poços em Imbaú - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 35 poços em Imbaú - PR. A profundidade média é de 157,2 m e a mediana, 144 m, medida em 27 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 34,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Itararé. No Censo 2022, 489 dos 4.751 domicílios do município — 10,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
35
Profundidade média
157,2 m
Profundidade mediana
144 m
Nível estático médio
34,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Itararé
Ante a média do estado
17,3 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
14.249 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
489 (10,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 35 poços em Imbaú, com profundidade média de 157,2 m (mediana de 144 m, variando de 61 m a 360 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Itararé, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Imbaú é 17,3 m mais fundo que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Imbaú

Poços cadastrados em Imbaú - PR
Poços no cadastro nacional35 poços
Profundidade média157,2 m 27 poços com o dado
Profundidade mediana144 m
Faixa de profundidade61 m a 360 m
Nível estático médio34,7 m 21 poços com o dado
Nível dinâmico médio100,4 m 21 poços com o dado
Vazão específica média1,5 m³/h por metro 19 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 94% dos registros
Rocha predominanteGrupo Itararé 75% dos registros
Uso mais comumIrrigação 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 16 poços
Poços com teste de vazão35 de 35
Distribuição das profundidades em Imbaú 61 m mínimo 144 m mediana 360 m máximo
Metade dos poços fica entre 108 m e 175 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Imbaú por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 5 · 19% 100-150 m 12 · 44% 150-200 m 7 · 26% acima de 200 m 3 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Imbaú 5 1990 16 2000 4 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Imbaú. Valores em poços. Irrigação 4 · 33% Abastecimento industrial 4 · 33% Abastecimento múltiplo 2 · 17% Abastecimento urbano 2 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 15 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Itararé — 12 poços
  • Formação Ponta Grossa — 1 poço
  • Subgrupo Rio do Rastro — 1 poço
  • Formação Rio Bonito — 1 poço
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Imbaú

Imbaú tem 14.249 habitantes distribuídos em 330,7 km², o que dá 43,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Telêmaco Borba, na região intermediária de Ponta Grossa.

No Censo 2022, 489 dos 4.751 domicílios de Imbaú — 10,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 444 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 778 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Imbaú

Com base em 144 poços cadastrados num raio de 30 km de Imbaú - PR, 80% deles foram concluídos entre 100 m e 352 m, com profundidade mediana de 170 m. A vazão mediana calculada é de 7,3 m³/h (metade dos poços entre 3,9 m³/h e 12,9 m³/h), sobre 65 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 52 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (90% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Imbaú se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 144 poços no raio, contra 35 poços dentro do município.

170 mprofundidade mediana
7,3 m³/hvazão mediana calculada
52 mnível estático mediano
5,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 65 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Imbaú: 42/100

42 de 100

Confiança: amostra alta144 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 50peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 36peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 37peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 3peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 65peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Imbaú costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 12%13
  • 100 a 150 m 32%34
  • acima de 150 m 55%58

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Itararé 11,2 m³/h 150 m 398 com teste
Subgrupo Rio do Rastro 2,0 m³/h 150 m 71 com teste
Formação Rio Bonito 4,9 m³/h 115 m 31 com teste
Formação Teresina sem teste 136 m 3
Formação Serra Geral sem teste 160 m 3
Formação Palermo 8,7 m³/h 150 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m9 poços Grupo Itararé 5 · Subgrupo Rio do Rastro 1 · Formação Furnas 1
  • 100 a 150 m19 poços Grupo Itararé 10 · Subgrupo Rio do Rastro 4 · Formação Ponta Grossa 1
  • acima de 150 m18 poços Grupo Itararé 12 · Subgrupo Rio do Rastro 2 · Formação Serra Geral 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Imbaú?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Imbaú.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.