Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Engenheiro Beltrão - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Engenheiro Beltrão, Paraná.

  • aquífero poroso
  • formação serra geral
  • 87poços cadastrados
  • 142,4 mprofundidade média
  • 126 mprofundidade mediana
  • 37,2 mnível estático médio

Como são os poços em Engenheiro Beltrão - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 87 poços em Engenheiro Beltrão - PR. A profundidade média é de 142,4 m e a mediana, 126 m, medida em 63 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 37,2 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 319 dos 4.798 domicílios do município — 6,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
87
Profundidade média
142,4 m
Profundidade mediana
126 m
Nível estático médio
37,2 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
12.454 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
319 (6,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 87 poços em Engenheiro Beltrão, com profundidade média de 142,4 m (mediana de 126 m, variando de 60 m a 294 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Engenheiro Beltrão é praticamente igual à média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Engenheiro Beltrão

Poços cadastrados em Engenheiro Beltrão - PR
Poços no cadastro nacional87 poços
Profundidade média142,4 m 63 poços com o dado
Profundidade mediana126 m
Faixa de profundidade60 m a 294 m
Nível estático médio37,2 m 58 poços com o dado
Nível dinâmico médio70,5 m 58 poços com o dado
Vazão específica média0,6 m³/h por metro 47 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 58% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 100% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 24 poços
Poços com teste de vazão87 de 87
Distribuição das profundidades em Engenheiro Beltrão 60 m mínimo 126 m mediana 294 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 168 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Engenheiro Beltrão por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 16 · 25% 100-150 m 31 · 49% 150-200 m 6 · 10% acima de 200 m 10 · 16%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Engenheiro Beltrão 1 1970 1 1980 13 1990 24 2000 14 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Engenheiro Beltrão. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 9 · 23% Abastecimento industrial 9 · 23% Abastecimento urbano 8 · 21% Irrigação 6 · 15% Abastecimento múltiplo 5 · 13% Pecuária 2 · 5%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 22 poços
  • Fissural — 16 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 38 poços

O território e o subsolo de Engenheiro Beltrão

Engenheiro Beltrão tem 12.454 habitantes distribuídos em 467,5 km², o que dá 26,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Campo Mourão, na região intermediária de Maringá.

No Censo 2022, 319 dos 4.798 domicílios de Engenheiro Beltrão — 6,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 300 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 363 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Engenheiro Beltrão, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Engenheiro Beltrão

Com base em 534 poços cadastrados num raio de 30 km de Engenheiro Beltrão - PR, 80% deles foram concluídos entre 75 m e 170 m, com profundidade mediana de 108 m. A vazão mediana calculada é de 7,4 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 15,0 m³/h), sobre 262 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 29 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (73% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Engenheiro Beltrão se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 534 poços no raio, contra 87 poços dentro do município.

108 mprofundidade mediana
7,4 m³/hvazão mediana calculada
29 mnível estático mediano
18,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 262 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Engenheiro Beltrão: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta534 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 51peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 73peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 61peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 34peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 53peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Engenheiro Beltrão costumam descer

  • até 50 m 2%8
  • 50 a 100 m 41%145
  • 100 a 150 m 42%149
  • acima de 150 m 14%49

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 10,0 m³/h 114 m 19457 com teste
Grupo Caiuá 1,6 m³/h 79 m 94 com teste
Grupo Itararé sem teste 107 m 5

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Formação Serra Geral 3 · Grupo Itararé 1 · Grupo Caiuá 1
  • 50 a 100 m54 poços Formação Serra Geral 51 · Grupo Caiuá 3
  • 100 a 150 m61 poços Formação Serra Geral 59 · Grupo Caiuá 2
  • acima de 150 m20 poços Formação Serra Geral 19 · Grupo Itararé 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Engenheiro Beltrão?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Engenheiro Beltrão.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.