Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Cruzeiro do Oeste - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Cruzeiro do Oeste, Paraná.

  • aquífero poroso
  • grupo caiuá
  • 302poços cadastrados
  • 117,7 mprofundidade média
  • 112 mprofundidade mediana
  • 26,5 mnível estático médio

Como são os poços em Cruzeiro do Oeste - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 302 poços em Cruzeiro do Oeste - PR. A profundidade média é de 117,7 m e a mediana, 112 m, medida em 100 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,5 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Caiuá. No Censo 2022, 1.031 dos 8.710 domicílios do município — 11,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
302
Profundidade média
117,7 m
Profundidade mediana
112 m
Nível estático médio
26,5 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Caiuá
Ante a média do estado
22,2 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
23.831 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.031 (11,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 302 poços em Cruzeiro do Oeste, com profundidade média de 117,7 m (mediana de 112 m, variando de 56 m a 250 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Caiuá, presente em 96% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Cruzeiro do Oeste é 22,2 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Cruzeiro do Oeste

Poços cadastrados em Cruzeiro do Oeste - PR
Poços no cadastro nacional302 poços
Profundidade média117,7 m 100 poços com o dado
Profundidade mediana112 m
Faixa de profundidade56 m a 250 m
Nível estático médio26,5 m 86 poços com o dado
Nível dinâmico médio61,1 m 85 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 75 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 98% dos registros
Rocha predominanteGrupo Caiuá 96% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 15 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 42 poços
Poços com teste de vazão302 de 302
Distribuição das profundidades em Cruzeiro do Oeste 56 m mínimo 112 m mediana 250 m máximo
Metade dos poços fica entre 88 m e 143 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Cruzeiro do Oeste por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 46 · 46% 100-150 m 39 · 39% 150-200 m 9 · 9% acima de 200 m 6 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Cruzeiro do Oeste 1 1960 2 1970 21 1990 21 2000 42 2010 1 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Cruzeiro do Oeste. Valores em poços. Abastecimento industrial 15 · 34% Abastecimento urbano 10 · 23% Irrigação 7 · 16% Abastecimento múltiplo 5 · 11% Outros (lazer,etc.) 4 · 9% Abastecimento doméstico 3 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 183 poços
  • Carstico — 3 poços
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Caiuá — 182 poços
  • Formação Serra Geral — 4 poços
  • Grupo Itararé — 3 poços

O território e o subsolo de Cruzeiro do Oeste

Cruzeiro do Oeste tem 23.831 habitantes distribuídos em 776,0 km², o que dá 30,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Umuarama, na região intermediária de Maringá.

No Censo 2022, 1.031 dos 8.710 domicílios de Cruzeiro do Oeste — 11,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.019 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 437 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Cruzeiro do Oeste

Com base em 1.013 poços cadastrados num raio de 30 km de Cruzeiro do Oeste - PR, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 150 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 8,4 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 18,0 m³/h), sobre 267 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 24 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Cruzeiro do Oeste se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.013 poços no raio, contra 302 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
8,4 m³/hvazão mediana calculada
24 mnível estático mediano
35,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 267 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Cruzeiro do Oeste: 67/100

67 de 100

Confiança: amostra alta1.013 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 62peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 91peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 76peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 36peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Cruzeiro do Oeste costumam descer

  • até 50 m 2%7
  • 50 a 100 m 63%256
  • 100 a 150 m 27%109
  • acima de 150 m 8%32

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Caiuá 10,4 m³/h 100 m 50754 com teste
Formação Serra Geral sem teste 108 m 18
Grupo Itararé sem teste 40 m 7

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m5 poços Grupo Caiuá 4 · Grupo Itararé 1
  • 50 a 100 m70 poços Grupo Caiuá 64 · Formação Serra Geral 4 · Formação Rio Paraná 1
  • 100 a 150 m55 poços Grupo Caiuá 52 · Formação Serra Geral 3
  • acima de 150 m14 poços Grupo Caiuá 11 · Formação Serra Geral 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Cruzeiro do Oeste?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Cruzeiro do Oeste.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.