Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Agudos do Sul - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Agudos do Sul, Paraná.

  • aquífero fissural
  • pré-cambriano indiviso
  • 26poços cadastrados
  • 117,4 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 2,6 mnível estático médio

Como são os poços em Agudos do Sul - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 26 poços em Agudos do Sul - PR. A profundidade média é de 117,4 m e a mediana, 100 m, medida em 22 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 2,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 1.183 dos 3.633 domicílios do município — 32,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
26
Profundidade média
117,4 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
2,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
22,5 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
10.233 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.183 (32,6%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 26 poços em Agudos do Sul, com profundidade média de 117,4 m (mediana de 100 m, variando de 45,5 m a 204 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 47% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Agudos do Sul é 22,5 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Agudos do Sul

Poços cadastrados em Agudos do Sul - PR
Poços no cadastro nacional26 poços
Profundidade média117,4 m 22 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade45,5 m a 204 m
Nível estático médio2,6 m 16 poços com o dado
Nível dinâmico médio16,8 m 17 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 12 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 58% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 47% dos registros
Uso mais comumAbastecimento urbano 5 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 10 poços
Poços com teste de vazão26 de 26
Distribuição das profundidades em Agudos do Sul 45,5 m mínimo 100 m mediana 204 m máximo
Metade dos poços fica entre 100 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Agudos do Sul por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 1 · 5% 50-100 m 11 · 50% 100-150 m 7 · 32% acima de 200 m 3 · 14%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Agudos do Sul 1 1970 2 1980 8 1990 10 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Agudos do Sul. Valores em poços. Abastecimento urbano 5 · 83% Abastecimento industrial 1 · 17%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 11 poços
  • Carstico — 8 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 9 poços
  • Corpo Cristalino — 6 poços
  • Complexo Pien — 2 poços
  • Supergrupo Rio Preto — 1 poço
  • Formação Serra Geral — 1 poço

O território e o subsolo de Agudos do Sul

Agudos do Sul tem 10.233 habitantes distribuídos em 192,3 km², o que dá 53,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curitiba.

No Censo 2022, 1.183 dos 3.633 domicílios de Agudos do Sul — 32,6% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 982 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.321 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Agudos do Sul

Com base em 258 poços cadastrados num raio de 30 km de Agudos do Sul - PR, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 200 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 7,9 m³/h (metade dos poços entre 3,8 m³/h e 14,0 m³/h), sobre 107 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 3 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (51% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Agudos do Sul se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 258 poços no raio, contra 26 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
7,9 m³/hvazão mediana calculada
3 mnível estático mediano
9,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 107 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Agudos do Sul: 45/100

45 de 100

Confiança: amostra alta258 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 55peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 52peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 15peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 59peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Agudos do Sul costumam descer

  • até 50 m 9%19
  • 50 a 100 m 41%86
  • 100 a 150 m 33%69
  • acima de 150 m 18%37

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 40,4 m³/h 100 m 692 com teste
Complexo Granito-Gnáissico 5,4 m³/h 108 m 2516 com teste
Complexo Pien 4,0 m³/h 96 m 1715 com teste
Corpo Cristalino 10,0 m³/h 100 m 1613 com teste
Grupo Itararé 14,0 m³/h 101 m 122 com teste
Formação Serra Geral 13,0 m³/h 100 m 122 com teste
Complexo Santa Catarina 6,0 m³/h 100 m 97 com teste
Complexo Atuba 21,4 m³/h 147 m 88 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m19 poços Pré-Cambriano Indiviso 7 · Corpo Cristalino 5 · Complexo Pien 2
  • 50 a 100 m65 poços Pré-Cambriano Indiviso 22 · Complexo Pien 9 · Complexo Granito-Gnáissico 9
  • 100 a 150 m53 poços Pré-Cambriano Indiviso 20 · Complexo Granito-Gnáissico 10 · Complexo Pien 5
  • acima de 150 m27 poços Pré-Cambriano Indiviso 6 · Complexo Granito-Gnáissico 6 · Corpo Cristalino 4

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Agudos do Sul?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Agudos do Sul.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.