Paraná · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Balsa Nova - PR: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Balsa Nova, Paraná.

  • aquífero fissural
  • formação furnas
  • 66poços cadastrados
  • 125,2 mprofundidade média
  • 100 mprofundidade mediana
  • 15,4 mnível estático médio

Como são os poços em Balsa Nova - PR?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 66 poços em Balsa Nova - PR. A profundidade média é de 125,2 m e a mediana, 100 m, medida em 54 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Furnas. No Censo 2022, 580 dos 4.792 domicílios do município — 12,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
66
Profundidade média
125,2 m
Profundidade mediana
100 m
Nível estático médio
15,4 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Furnas
Ante a média do estado
14,7 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m)
População (Censo 2022)
13.395 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
580 (12,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 66 poços em Balsa Nova, com profundidade média de 125,2 m (mediana de 100 m, variando de 33 m a 312 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Furnas, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Balsa Nova é 14,7 m mais raso que a média de Paraná (139,9 m).

Números do cadastro em Balsa Nova

Poços cadastrados em Balsa Nova - PR
Poços no cadastro nacional66 poços
Profundidade média125,2 m 54 poços com o dado
Profundidade mediana100 m
Faixa de profundidade33 m a 312 m
Nível estático médio15,4 m 45 poços com o dado
Nível dinâmico médio53,9 m 42 poços com o dado
Vazão específica média0,3 m³/h por metro 30 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 44% dos registros
Rocha predominanteFormação Furnas 33% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 6 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 26 poços
Poços com teste de vazão66 de 66
Distribuição das profundidades em Balsa Nova 33 m mínimo 100 m mediana 312 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 168 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Balsa Nova por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 9% 50-100 m 26 · 48% 100-150 m 9 · 17% 150-200 m 6 · 11% acima de 200 m 8 · 15%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Balsa Nova 1 1970 5 1980 11 1990 26 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Balsa Nova. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 6 · 27% Abastecimento industrial 5 · 23% Abastecimento múltiplo 4 · 18% Abastecimento urbano 4 · 18% Irrigação 3 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 17 poços
  • Poroso — 13 poços
  • Carstico — 9 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Furnas — 13 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 9 poços
  • Complexo Atuba — 9 poços
  • Corpo Cristalino — 6 poços
  • Formação Capiru — 2 poços
  • Grupo Itararé — 1 poço

O território e o subsolo de Balsa Nova

Balsa Nova tem 13.395 habitantes distribuídos em 348,9 km², o que dá 38,4 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Curitiba.

No Censo 2022, 580 dos 4.792 domicílios de Balsa Nova — 12,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 412 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 547 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Paraná é dominado pelos basaltos da Serra Geral e pelos arenitos da Bacia do Paraná, com cristalino e carbonatos do Grupo Açungui no leste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Serra Geral, Sistema Aquífero Guarani, Grupo Itararé, Grupo Açungui (cárstico de Curitiba). Em basalto o poço depende de pegar contato entre derrames; no karst da região de Curitiba, o comportamento é de conduto, com poços muito desiguais entre si.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Balsa Nova

Com base em 406 poços cadastrados num raio de 30 km de Balsa Nova - PR, 80% deles foram concluídos entre 42 m e 250 m, com profundidade mediana de 102 m. A vazão mediana calculada é de 5,5 m³/h (metade dos poços entre 3,0 m³/h e 13,1 m³/h), sobre 153 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (45% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Balsa Nova se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 406 poços no raio, contra 66 poços dentro do município.

102 mprofundidade mediana
5,5 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
14,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 153 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Balsa Nova: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta406 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 34peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 66peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 38peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 40peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 20peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Balsa Nova costumam descer

  • até 50 m 13%36
  • 50 a 100 m 34%94
  • 100 a 150 m 25%68
  • acima de 150 m 27%75

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Pré-Cambriano Indiviso 6,6 m³/h 100 m 856 com teste
Formação Furnas 5,1 m³/h 112 m 316 com teste
Formação Capiru 50,0 m³/h 42 m 2917 com teste
Grupo Itararé 6,4 m³/h 108 m 278 com teste
Complexo Atuba 7,9 m³/h 92 m 2520 com teste
Corpo Cristalino 3,9 m³/h 105 m 2318 com teste
Formação Serra Geral 128,8 m³/h 150 m 102 com teste
Formação Rio Bonito sem teste 131 m 5

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m29 poços Formação Capiru 18 · Corpo Cristalino 5 · Pré-Cambriano Indiviso 4
  • 50 a 100 m71 poços Pré-Cambriano Indiviso 28 · Complexo Atuba 16 · Formação Furnas 7
  • 100 a 150 m33 poços Formação Furnas 11 · Pré-Cambriano Indiviso 9 · Grupo Itararé 3
  • acima de 150 m42 poços Pré-Cambriano Indiviso 18 · Corpo Cristalino 10 · Complexo Atuba 6

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Balsa Nova?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Balsa Nova.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.