Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Tamboril do Piauí - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Tamboril do Piauí, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação cabeças
  • 51poços cadastrados
  • 124,8 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 48,6 mnível estático médio

Como são os poços em Tamboril do Piauí - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 51 poços em Tamboril do Piauí - PI. A profundidade média é de 124,8 m e a mediana, 120 m, medida em 45 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 48,6 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Cabeças. No Censo 2022, 139 dos 1.005 domicílios do município — 13,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
51
Profundidade média
124,8 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
48,6 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Cabeças
Ante a média do estado
18,4 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
2.949 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
139 (13,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 51 poços em Tamboril do Piauí, com profundidade média de 124,8 m (mediana de 120 m, variando de 60 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Cabeças, presente em 91% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Tamboril do Piauí é 18,4 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Tamboril do Piauí

Poços cadastrados em Tamboril do Piauí - PI
Poços no cadastro nacional51 poços
Profundidade média124,8 m 45 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade60 m a 200 m
Nível estático médio48,6 m 38 poços com o dado
Nível dinâmico médio80 m 25 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 22 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Cabeças 91% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 13 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 22 poços
Poços com teste de vazão51 de 51
Distribuição das profundidades em Tamboril do Piauí 60 m mínimo 120 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 102 m e 150 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Tamboril do Piauí por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 11 · 24% 100-150 m 25 · 56% 150-200 m 9 · 20%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Tamboril do Piauí 1 1970 4 1980 8 1990 22 2000 5 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Tamboril do Piauí. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 13 · 57% Abastecimento doméstico 9 · 39% Abastecimento urbano 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 10 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Cabeças — 10 poços
  • Formação Orozimbo — 1 poço

O território e o subsolo de Tamboril do Piauí

Tamboril do Piauí tem 2.949 habitantes distribuídos em 1.587,3 km², o que dá 1,9 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Canto do Buriti, na região intermediária de Floriano.

No Censo 2022, 139 dos 1.005 domicílios de Tamboril do Piauí — 13,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 139 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 135 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Tamboril do Piauí

Com base em 387 poços cadastrados num raio de 30 km de Tamboril do Piauí - PI, 80% deles foram concluídos entre 80 m e 194 m, com profundidade mediana de 120 m. A vazão mediana calculada é de 7,0 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 13,0 m³/h), sobre 105 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 26 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Tamboril do Piauí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 387 poços no raio, contra 51 poços dentro do município.

120 mprofundidade mediana
7,0 m³/hvazão mediana calculada
26 mnível estático mediano
13,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 105 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Tamboril do Piauí: 50/100

50 de 100

Confiança: amostra alta387 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 46peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 64peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 45peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 25peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 72peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Tamboril do Piauí costumam descer

  • até 50 m 2%7
  • 50 a 100 m 39%111
  • 100 a 150 m 37%105
  • acima de 150 m 22%63

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m12 poços Formação Cabeças 12
  • 100 a 150 m18 poços Formação Cabeças 17 · Grupo Serra Grande 1
  • acima de 150 m4 poços Formação Cabeças 3 · Formação Orozimbo 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Tamboril do Piauí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Tamboril do Piauí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.