Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Sussuapara - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Sussuapara, Piauí.

  • aquífero poroso
  • grupo serra grande
  • 344poços cadastrados
  • 153,2 mprofundidade média
  • 150 mprofundidade mediana
  • 26,7 mnível estático médio

Como são os poços em Sussuapara - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 344 poços em Sussuapara - PI. A profundidade média é de 153,2 m e a mediana, 150 m, medida em 271 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 26,7 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Grupo Serra Grande. No Censo 2022, 266 dos 2.195 domicílios do município — 12,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
344
Profundidade média
153,2 m
Profundidade mediana
150 m
Nível estático médio
26,7 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Grupo Serra Grande
Ante a média do estado
46,8 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
6.220 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
266 (12,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 344 poços em Sussuapara, com profundidade média de 153,2 m (mediana de 150 m, variando de 64 m a 290 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Serra Grande, presente em 53% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Sussuapara é 46,8 m mais fundo que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Sussuapara

Poços cadastrados em Sussuapara - PI
Poços no cadastro nacional344 poços
Profundidade média153,2 m 271 poços com o dado
Profundidade mediana150 m
Faixa de profundidade64 m a 290 m
Nível estático médio26,7 m 218 poços com o dado
Nível dinâmico médio38,2 m 68 poços com o dado
Vazão específica média3,4 m³/h por metro 65 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteGrupo Serra Grande 53% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 82 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 100 poços
Poços com teste de vazão344 de 344
Distribuição das profundidades em Sussuapara 64 m mínimo 150 m mediana 290 m máximo
Metade dos poços fica entre 120 m e 170 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Sussuapara por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 30 · 11% 100-150 m 120 · 44% 150-200 m 103 · 38% acima de 200 m 18 · 7%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Sussuapara 1 1960 2 1970 35 1980 33 1990 73 2000 100 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Sussuapara. Valores em poços. Abastecimento doméstico 82 · 37% Abastecimento doméstico/animal 37 · 17% Abastecimento doméstico/irrig. 34 · 16% Doméstico/irrigação/animal 33 · 15% Irrigação 19 · 9% Abastecimento múltiplo 14 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 65 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Grupo Serra Grande — 56 poços
  • Formação Pimenteiras, Grupo Canindé — 41 poços
  • Formação Cabeças — 7 poços
  • Aluviões — 1 poço
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Sussuapara

Sussuapara tem 6.220 habitantes distribuídos em 205,2 km², o que dá 30,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Picos.

No Censo 2022, 266 dos 2.195 domicílios de Sussuapara — 12,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 263 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 110 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Sussuapara

Com base em 1.528 poços cadastrados num raio de 30 km de Sussuapara - PI, 80% deles foram concluídos entre 90 m e 225 m, com profundidade mediana de 150 m. A vazão mediana calculada é de 7,5 m³/h (metade dos poços entre 5,0 m³/h e 10,5 m³/h), sobre 344 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Sussuapara se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.528 poços no raio, contra 344 poços dentro do município.

150 mprofundidade mediana
7,5 m³/hvazão mediana calculada
25 mnível estático mediano
54,0poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 344 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Sussuapara: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta1.528 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 52peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 97peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 30peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 8peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 95peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Sussuapara costumam descer

  • até 50 m 3%34
  • 50 a 100 m 16%197
  • 100 a 150 m 37%455
  • acima de 150 m 44%531

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Grupo Serra Grande 7,2 m³/h 150 m 167146 com teste
Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 8,0 m³/h 150 m 7975 com teste
Formação Cabeças 6,0 m³/h 154 m 4721 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 12,0 m³/h 130 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m3 poços Formação Cabeças 2 · Grupo Serra Grande 1
  • 50 a 100 m64 poços Grupo Serra Grande 40 · Formação Cabeças 13 · Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 9
  • 100 a 150 m106 poços Grupo Serra Grande 53 · Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 44 · Formação Cabeças 7
  • acima de 150 m127 poços Grupo Serra Grande 73 · Formação Pimenteiras, Grupo Canindé 26 · Formação Cabeças 25

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Sussuapara?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Sussuapara.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.