Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Luzilândia - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Luzilândia, Piauí.

  • aquífero fissural
  • formação poti
  • 174poços cadastrados
  • 86 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 11,5 mnível estático médio

Como são os poços em Luzilândia - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 174 poços em Luzilândia - PI. A profundidade média é de 86 m e a mediana, 80 m, medida em 156 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 11,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Poti. No Censo 2022, 2.452 dos 7.890 domicílios do município — 31,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
174
Profundidade média
86 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
11,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Poti
Ante a média do estado
20,4 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
25.375 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.452 (31,1%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 174 poços em Luzilândia, com profundidade média de 86 m (mediana de 80 m, variando de 16 m a 232 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Poti, presente em 86% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Luzilândia é 20,4 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Luzilândia

Poços cadastrados em Luzilândia - PI
Poços no cadastro nacional174 poços
Profundidade média86 m 156 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade16 m a 232 m
Nível estático médio11,5 m 151 poços com o dado
Nível dinâmico médio50,2 m 111 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 70 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 50% dos registros
Rocha predominanteFormação Poti 86% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 53 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 76 poços
Poços com teste de vazão174 de 174
Distribuição das profundidades em Luzilândia 16 m mínimo 80 m mediana 232 m máximo
Metade dos poços fica entre 54 m e 102 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Luzilândia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 33 · 21% 50-100 m 83 · 53% 100-150 m 24 · 15% 150-200 m 11 · 7% acima de 200 m 5 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Luzilândia 3 1960 8 1970 14 1980 36 1990 76 2000 8 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Luzilândia. Valores em poços. Abastecimento doméstico 53 · 50% Abastecimento doméstico/animal 22 · 21% Abastecimento múltiplo 13 · 12% Abastecimento urbano 11 · 10% Outros (lazer,etc.) 6 · 6% Abastecimento industrial 2 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 1 poço
  • Poroso — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Poti — 19 poços
  • Formação Sardinha — 1 poço
  • Formação Piauí — 1 poço
  • Formação Longa — 1 poço

O território e o subsolo de Luzilândia

Luzilândia tem 25.375 habitantes distribuídos em 705,6 km², o que dá 36,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Esperantina, na região intermediária de Parnaíba.

No Censo 2022, 2.452 dos 7.890 domicílios de Luzilândia — 31,1% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.369 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.814 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Luzilândia

Com base em 624 poços cadastrados num raio de 30 km de Luzilândia - PI, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 150 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 6,1 m³/h (metade dos poços entre 4,0 m³/h e 10,0 m³/h), sobre 161 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (81% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Luzilândia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 624 poços no raio, contra 174 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
6,1 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
22,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 161 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Luzilândia: 56/100

56 de 100

Confiança: amostra alta624 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 40peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 78peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 48peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 84peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Luzilândia costumam descer

  • até 50 m 20%99
  • 50 a 100 m 51%255
  • 100 a 150 m 20%101
  • acima de 150 m 9%43

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Poti 5,0 m³/h 59 m 1811 com teste
Grupo Barreiras 3,8 m³/h 60 m 102 com teste
Formação Piauí 4,6 m³/h 79 m 66 com teste
Formação Longa 5,1 m³/h 80 m 53 com teste
Formação Cabeças 8,0 m³/h 90 m 53 com teste
Formação Itapecuru 7,2 m³/h 56 m 33 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 8,0 m³/h 120 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m9 poços Formação Poti 5 · Grupo Barreiras 2 · Formação Piauí 1
  • 50 a 100 m36 poços Formação Poti 13 · Grupo Barreiras 8 · Formação Longa 4
  • 100 a 150 m4 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Formação Piauí 1
  • acima de 150 m3 poços Formação Cabeças 1 · Formação Itapecuru 1 · Formação Longa 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Luzilândia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Luzilândia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.