Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Esperantina - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Esperantina, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação longa
  • 231poços cadastrados
  • 84,8 mprofundidade média
  • 80 mprofundidade mediana
  • 14,3 mnível estático médio

Como são os poços em Esperantina - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 231 poços em Esperantina - PI. A profundidade média é de 84,8 m e a mediana, 80 m, medida em 197 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 14,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Longa. No Censo 2022, 2.358 dos 13.333 domicílios do município — 17,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
231
Profundidade média
84,8 m
Profundidade mediana
80 m
Nível estático médio
14,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Longa
Ante a média do estado
21,6 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
40.970 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.358 (17,7%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 231 poços em Esperantina, com profundidade média de 84,8 m (mediana de 80 m, variando de 30 m a 200 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Longa, presente em 33% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Esperantina é 21,6 m mais raso que a média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Esperantina

Poços cadastrados em Esperantina - PI
Poços no cadastro nacional231 poços
Profundidade média84,8 m 197 poços com o dado
Profundidade mediana80 m
Faixa de profundidade30 m a 200 m
Nível estático médio14,3 m 181 poços com o dado
Nível dinâmico médio53,9 m 99 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 91 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 87% dos registros
Rocha predominanteFormação Longa 33% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 70 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 93 poços
Poços com teste de vazão231 de 231
Distribuição das profundidades em Esperantina 30 m mínimo 80 m mediana 200 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Esperantina por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 31 · 16% 50-100 m 126 · 64% 100-150 m 30 · 15% 150-200 m 10 · 5%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Esperantina 3 1960 4 1970 16 1980 46 1990 93 2000 10 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Esperantina. Valores em poços. Abastecimento doméstico 70 · 61% Abastecimento doméstico/animal 16 · 14% Abastecimento múltiplo 16 · 14% Doméstico/irrigação/animal 5 · 4% Outros (lazer,etc.) 4 · 4% Abastecimento doméstico/irrig. 3 · 3%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 78 poços
  • Fissural — 12 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Longa — 34 poços
  • Formação Cabeças — 27 poços
  • Grupo Barreiras — 20 poços
  • Formação Sardinha — 12 poços
  • Formação Poti — 9 poços

O território e o subsolo de Esperantina

Esperantina tem 40.970 habitantes distribuídos em 908,7 km², o que dá 45,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Esperantina, na região intermediária de Parnaíba.

No Censo 2022, 2.358 dos 13.333 domicílios de Esperantina — 17,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.739 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.097 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Esperantina

Com base em 617 poços cadastrados num raio de 30 km de Esperantina - PI, 80% deles foram concluídos entre 50 m e 150 m, com profundidade mediana de 80 m. A vazão mediana calculada é de 8,0 m³/h (metade dos poços entre 4,6 m³/h e 15,0 m³/h), sobre 201 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (83% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Esperantina se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 617 poços no raio, contra 231 poços dentro do município.

80 mprofundidade mediana
8,0 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
21,8poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 201 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Esperantina: 59/100

59 de 100

Confiança: amostra alta617 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 56peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 77peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 42peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 68peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 58peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Esperantina costumam descer

  • até 50 m 14%77
  • 50 a 100 m 59%314
  • 100 a 150 m 20%109
  • acima de 150 m 6%34

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Cabeças 7,7 m³/h 75 m 3516 com teste
Formação Longa 5,3 m³/h 80 m 348 com teste
Grupo Barreiras 6,6 m³/h 60 m 207 com teste
Formação Sardinha 8,8 m³/h 70 m 145 com teste
Formação Poti 10,1 m³/h 78 m 138 com teste
Formação Piauí 5,0 m³/h 77 m 55 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m22 poços Formação Cabeças 7 · Formação Longa 6 · Grupo Barreiras 4
  • 50 a 100 m84 poços Formação Longa 25 · Formação Cabeças 23 · Grupo Barreiras 15
  • 100 a 150 m11 poços Formação Poti 3 · Formação Cabeças 2 · Formação Sardinha 2
  • acima de 150 m5 poços Formação Cabeças 3 · Formação Longa 1 · Formação Poti 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Esperantina?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Esperantina.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.