Piauí · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Lagoa de São Francisco - PI: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Lagoa de São Francisco, Piauí.

  • aquífero poroso
  • formação cabeças
  • 73poços cadastrados
  • 108,6 mprofundidade média
  • 120 mprofundidade mediana
  • 33,3 mnível estático médio

Como são os poços em Lagoa de São Francisco - PI?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 73 poços em Lagoa de São Francisco - PI. A profundidade média é de 108,6 m e a mediana, 120 m, medida em 63 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 33,3 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Cabeças. No Censo 2022, 296 dos 1.996 domicílios do município — 14,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
73
Profundidade média
108,6 m
Profundidade mediana
120 m
Nível estático médio
33,3 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Formação Cabeças
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Piauí (106,4 m)
População (Censo 2022)
6.331 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
296 (14,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 73 poços em Lagoa de São Francisco, com profundidade média de 108,6 m (mediana de 120 m, variando de 21 m a 172 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Cabeças, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Lagoa de São Francisco é praticamente igual à média de Piauí (106,4 m).

Números do cadastro em Lagoa de São Francisco

Poços cadastrados em Lagoa de São Francisco - PI
Poços no cadastro nacional73 poços
Profundidade média108,6 m 63 poços com o dado
Profundidade mediana120 m
Faixa de profundidade21 m a 172 m
Nível estático médio33,3 m 15 poços com o dado
Nível dinâmico médio73,4 m 4 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 100% dos registros
Rocha predominanteFormação Cabeças 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 35 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 22 poços
Poços com teste de vazão73 de 73
Distribuição das profundidades em Lagoa de São Francisco 21 m mínimo 120 m mediana 172 m máximo
Metade dos poços fica entre 90 m e 129 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Lagoa de São Francisco por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 2 · 3% 50-100 m 22 · 35% 100-150 m 37 · 59% 150-200 m 2 · 3%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Lagoa de São Francisco 4 1980 15 1990 22 2000 2 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Lagoa de São Francisco. Valores em poços. Abastecimento doméstico 35 · 74% Abastecimento doméstico/animal 9 · 19% Abastecimento urbano 2 · 4% Irrigação 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 3 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Cabeças — 3 poços

O território e o subsolo de Lagoa de São Francisco

Lagoa de São Francisco tem 6.331 habitantes distribuídos em 155,9 km², o que dá 40,6 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Piripiri, na região intermediária de Parnaíba.

No Censo 2022, 296 dos 1.996 domicílios de Lagoa de São Francisco — 14,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 296 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 317 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

O Piauí está sobre a Bacia do Parnaíba, com os arenitos das formações Cabeças, Serra Grande e Poti/Piauí, e cristalino no sudeste. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Cabeças, Grupo Serra Grande, Formação Piauí. Poços porosos, muitas vezes confinados, com boas vazões — e profundidades altas onde o aquífero produtor está embaixo de espessos pacotes de folhelho.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Lagoa de São Francisco

Com base em 892 poços cadastrados num raio de 30 km de Lagoa de São Francisco - PI, 80% deles foram concluídos entre 40 m e 150 m, com profundidade mediana de 75 m. A vazão mediana calculada é de 5,9 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 9,9 m³/h), sobre 105 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 12 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (99% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Lagoa de São Francisco se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 892 poços no raio, contra 73 poços dentro do município.

75 mprofundidade mediana
5,9 m³/hvazão mediana calculada
12 mnível estático mediano
31,6poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 105 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Lagoa de São Francisco: 55/100

55 de 100

Confiança: amostra alta892 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 37peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 88peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 41peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 70peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 75peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Lagoa de São Francisco costumam descer

  • até 50 m 26%169
  • 50 a 100 m 47%304
  • 100 a 150 m 20%130
  • acima de 150 m 8%49

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Cabeças 4,8 m³/h 80 m 9533 com teste
Grupo Serra Grande 15,4 m³/h 62 m 204 com teste
Formação Longa 10,7 m³/h 110 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m29 poços Formação Cabeças 22 · Grupo Serra Grande 6 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1
  • 50 a 100 m65 poços Formação Cabeças 52 · Grupo Serra Grande 12 · Formação Piauí 1
  • 100 a 150 m17 poços Formação Cabeças 12 · Formação Longa 3 · Grupo Serra Grande 2
  • acima de 150 m9 poços Formação Cabeças 9

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Lagoa de São Francisco?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Lagoa de São Francisco.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.