Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Sanharó - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Sanharó, Pernambuco.

  • aquífero poroso
  • coberturas sedimentares indiferenciadas
  • 42poços cadastrados
  • 50,3 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 3,8 mnível estático médio

Como são os poços em Sanharó - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 42 poços em Sanharó - PE. A profundidade média é de 50,3 m e a mediana, 50 m, medida em 39 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 3,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Coberturas Sedimentares Indiferenciadas. No Censo 2022, 164 dos 6.603 domicílios do município — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
42
Profundidade média
50,3 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
3,8 m
Aquífero predominante
Poroso
Rocha predominante
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas
Ante a média do estado
17,2 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
18.624 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
164 (2,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 42 poços em Sanharó, com profundidade média de 50,3 m (mediana de 50 m, variando de 24 m a 95 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Coberturas Sedimentares Indiferenciadas, presente em 50% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Sanharó é 17,2 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Sanharó

Poços cadastrados em Sanharó - PE
Poços no cadastro nacional42 poços
Profundidade média50,3 m 39 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade24 m a 95 m
Nível estático médio3,8 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio30,9 m 9 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominantePoroso 50% dos registros
Rocha predominanteCoberturas Sedimentares Indiferenciadas 50% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 12 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 26 poços
Poços com teste de vazão42 de 42
Distribuição das profundidades em Sanharó 24 m mínimo 50 m mediana 95 m máximo
Metade dos poços fica entre 40 m e 51 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Sanharó por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 26 · 67% 50-100 m 13 · 33%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Sanharó 1 1950 1 1960 6 1980 4 1990 26 2000 1 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Sanharó. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 12 · 100%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Poroso — 1 poço
  • Fissural — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço
  • Corpo Cristalino — 1 poço

O território e o subsolo de Sanharó

Sanharó tem 18.624 habitantes distribuídos em 268,1 km², o que dá 69,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Jardim – Pesqueira, na região intermediária de Caruaru.

No Censo 2022, 164 dos 6.603 domicílios de Sanharó — 2,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 132 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.644 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Sanharó, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.

O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Sanharó

Com base em 635 poços cadastrados num raio de 30 km de Sanharó - PE, 80% deles foram concluídos entre 38 m e 60 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 1,3 m³/h (metade dos poços entre 0,4 m³/h e 2,7 m³/h), sobre 110 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Sanharó se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 635 poços no raio, contra 42 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
1,3 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
22,5poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 110 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Sanharó: 28/100

28 de 100

Confiança: amostra alta635 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 2peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 78peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 1peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 23peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Sanharó costumam descer

  • até 50 m 57%288
  • 50 a 100 m 42%213
  • 100 a 150 m 0%1
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m20 poços Corpo Cristalino 20
  • 50 a 100 m23 poços Corpo Cristalino 22 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Sanharó?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Sanharó.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.