Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Alagoinha - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Alagoinha, Pernambuco.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 121poços cadastrados
  • 50,1 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 6 mnível estático médio

Como são os poços em Alagoinha - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 121 poços em Alagoinha - PE. A profundidade média é de 50,1 m e a mediana, 50 m, medida em 83 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 114 dos 4.882 domicílios do município — 2,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
121
Profundidade média
50,1 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
17,4 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
13.542 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
114 (2,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 121 poços em Alagoinha, com profundidade média de 50,1 m (mediana de 50 m, variando de 16 m a 73 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Alagoinha é 17,4 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Alagoinha

Poços cadastrados em Alagoinha - PE
Poços no cadastro nacional121 poços
Profundidade média50,1 m 83 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade16 m a 73 m
Nível estático médio6 m 24 poços com o dado
Nível dinâmico médio27,1 m 17 poços com o dado
Vazão específica média0,2 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 21 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 48 poços
Poços com teste de vazão121 de 121
Distribuição das profundidades em Alagoinha 16 m mínimo 50 m mediana 73 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 52 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Alagoinha por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 55 · 66% 50-100 m 28 · 34%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Alagoinha 11 1980 15 1990 48 2000 7 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Alagoinha. Valores em poços. Abastecimento doméstico 21 · 34% Abastecimento doméstico/animal 21 · 34% Pecuária 9 · 15% Doméstico/irrigação/animal 6 · 10% Irrigação 3 · 5% Abastecimento múltiplo 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 7 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 7 poços

O território e o subsolo de Alagoinha

Alagoinha tem 13.542 habitantes distribuídos em 214,3 km², o que dá 63,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Jardim – Pesqueira, na região intermediária de Caruaru.

No Censo 2022, 114 dos 4.882 domicílios de Alagoinha — 2,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 73 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.614 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Alagoinha, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Alagoinha

Com base em 812 poços cadastrados num raio de 30 km de Alagoinha - PE, 80% deles foram concluídos entre 36 m e 60 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 1,0 m³/h (metade dos poços entre 0,4 m³/h e 2,4 m³/h), sobre 152 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 5 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (98% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Alagoinha se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 812 poços no raio, contra 121 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
1,0 m³/hvazão mediana calculada
5 mnível estático mediano
28,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 152 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Alagoinha: 28/100

28 de 100

Confiança: amostra alta812 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 0peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 85peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 1peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 14peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Alagoinha costumam descer

  • até 50 m 63%400
  • 50 a 100 m 37%233
  • 100 a 150 m 0%0
  • acima de 150 m 0%0

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m28 poços Corpo Cristalino 28
  • 50 a 100 m22 poços Corpo Cristalino 21 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Alagoinha?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Alagoinha.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.