Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Jatobá - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Jatobá, Pernambuco.

  • aquífero fissural
  • pré-cambriano indiviso
  • 57poços cadastrados
  • 60,6 mprofundidade média
  • 60 mprofundidade mediana
  • 6,2 mnível estático médio

Como são os poços em Jatobá - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 57 poços em Jatobá - PE. A profundidade média é de 60,6 m e a mediana, 60 m, medida em 40 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Pré-Cambriano Indiviso. No Censo 2022, 13 dos 4.687 domicílios do município — 0,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
57
Profundidade média
60,6 m
Profundidade mediana
60 m
Nível estático médio
6,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Pré-Cambriano Indiviso
Ante a média do estado
6,9 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
14.020 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
13 (0,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 57 poços em Jatobá, com profundidade média de 60,6 m (mediana de 60 m, variando de 28 m a 120 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Pré-Cambriano Indiviso, presente em 75% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Jatobá é 6,9 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Jatobá

Poços cadastrados em Jatobá - PE
Poços no cadastro nacional57 poços
Profundidade média60,6 m 40 poços com o dado
Profundidade mediana60 m
Faixa de profundidade28 m a 120 m
Nível estático médio6,2 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio26,9 m 17 poços com o dado
Vazão específica média0,7 m³/h por metro 16 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominantePré-Cambriano Indiviso 75% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 9 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 15 poços
Poços com teste de vazão57 de 57
Distribuição das profundidades em Jatobá 28 m mínimo 60 m mediana 120 m máximo
Metade dos poços fica entre 50 m e 60 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Jatobá por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 11 · 28% 50-100 m 26 · 65% 100-150 m 3 · 8%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Jatobá 4 1970 2 1980 12 1990 15 2000 8 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Jatobá. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 9 · 39% Abastecimento doméstico/animal 7 · 30% Abastecimento urbano 4 · 17% Abastecimento doméstico 2 · 9% Doméstico/irrigação/animal 1 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 17 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Pré-Cambriano Indiviso — 12 poços
  • Corpo Cristalino — 4 poços

O território e o subsolo de Jatobá

Jatobá tem 14.020 habitantes distribuídos em 277,9 km², o que dá 50,5 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Serra Talhada.

No Censo 2022, 13 dos 4.687 domicílios de Jatobá — 0,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 10 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.140 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Jatobá, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Jatobá

Com base em 472 poços cadastrados num raio de 30 km de Jatobá - PE, 80% deles foram concluídos entre 46 m e 192 m, com profundidade mediana de 72 m. A vazão mediana calculada é de 4,3 m³/h (metade dos poços entre 2,2 m³/h e 6,3 m³/h), sobre 99 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (62% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Jatobá se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 472 poços no raio, contra 57 poços dentro do município.

72 mprofundidade mediana
4,3 m³/hvazão mediana calculada
11 mnível estático mediano
16,7poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 99 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Jatobá: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta472 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 26peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 70peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 7peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 72peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 86peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Jatobá costumam descer

  • até 50 m 19%55
  • 50 a 100 m 46%136
  • 100 a 150 m 19%57
  • acima de 150 m 16%49

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4,0 m³/h 91 m 2615 com teste
Formação Tacaratu 5,5 m³/h 100 m 2616 com teste
Corpo Cristalino 2,3 m³/h 50 m 2214 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 1,1 m³/h 60 m 129 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m23 poços Corpo Cristalino 13 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 4 · Formação Tacaratu 4
  • 50 a 100 m44 poços Formação Tacaratu 11 · Pré-Cambriano Indiviso 10 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 10
  • 100 a 150 m17 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 9 · Formação Tacaratu 3 · Eluvião 1
  • acima de 150 m11 poços Formação Tacaratu 8 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Jatobá?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Jatobá.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.