Pernambuco · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Mirandiba - PE: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Mirandiba, Pernambuco.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 516poços cadastrados
  • 59,4 mprofundidade média
  • 50 mprofundidade mediana
  • 13 mnível estático médio

Como são os poços em Mirandiba - PE?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 516 poços em Mirandiba - PE. A profundidade média é de 59,4 m e a mediana, 50 m, medida em 314 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 578 dos 4.467 domicílios do município — 12,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
516
Profundidade média
59,4 m
Profundidade mediana
50 m
Nível estático médio
13 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
8,1 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m)
População (Censo 2022)
14.166 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
578 (12,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 516 poços em Mirandiba, com profundidade média de 59,4 m (mediana de 50 m, variando de 10 m a 409 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 54% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Mirandiba é 8,1 m mais raso que a média de Pernambuco (67,5 m).

Números do cadastro em Mirandiba

Poços cadastrados em Mirandiba - PE
Poços no cadastro nacional516 poços
Profundidade média59,4 m 314 poços com o dado
Profundidade mediana50 m
Faixa de profundidade10 m a 409 m
Nível estático médio13 m 185 poços com o dado
Nível dinâmico médio27,6 m 87 poços com o dado
Vazão específica média0,8 m³/h por metro 80 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 65% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 54% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 105 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 138 poços
Poços com teste de vazão516 de 516
Distribuição das profundidades em Mirandiba 10 m mínimo 50 m mediana 409 m máximo
Metade dos poços fica entre 35 m e 70 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Mirandiba por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 168 · 54% 50-100 m 119 · 38% 100-150 m 19 · 6% 150-200 m 4 · 1% acima de 200 m 4 · 1%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Mirandiba 9 1960 32 1970 45 1980 29 1990 138 2000 20 2010 20 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Mirandiba. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 105 · 33% Doméstico/irrigação/animal 73 · 23% Abastecimento urbano 51 · 16% Pecuária 40 · 13% Abastecimento doméstico 28 · 9% Irrigação 19 · 6%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 33 poços
  • Poroso — 18 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 28 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 17 poços
  • Formação Tacaratu — 4 poços
  • Pré-Cambriano Indiviso — 1 poço
  • Complexo Migmatito-Granulítico — 1 poço
  • Formação Aliança — 1 poço

O território e o subsolo de Mirandiba

Mirandiba tem 14.166 habitantes distribuídos em 821,7 km², o que dá 17,2 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Serra Talhada.

No Censo 2022, 578 dos 4.467 domicílios de Mirandiba — 12,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 565 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.561 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Pernambuco tem cristalino no agreste e no sertão, as bacias do Jatobá e do Araripe no interior e a bacia costeira do Recife. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Jatobá, Bacia do Araripe, embasamento cristalino. No Recife, aquíferos profundos e explotados há décadas exigem atenção ao rebaixamento regional; no sertão, fratura e risco de salinidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Mirandiba

Com base em 799 poços cadastrados num raio de 30 km de Mirandiba - PE, 80% deles foram concluídos entre 25 m e 85 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 3,0 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 5,3 m³/h), sobre 152 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 8 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (70% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Mirandiba se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 799 poços no raio, contra 516 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
3,0 m³/hvazão mediana calculada
8 mnível estático mediano
28,3poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 152 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Mirandiba: 38/100

38 de 100

Confiança: amostra alta799 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 17peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 85peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 4peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 45peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Mirandiba costumam descer

  • até 50 m 53%271
  • 50 a 100 m 41%211
  • 100 a 150 m 4%19
  • acima de 150 m 2%8

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 1,4 m³/h 50 m 5145 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5,0 m³/h 70 m 2321 com teste
Formação Tacaratu 1,5 m³/h 80 m 33 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m42 poços Corpo Cristalino 34 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 6 · Pré-Cambriano Indiviso 1
  • 50 a 100 m34 poços Corpo Cristalino 17 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 15 · Formação Tacaratu 2
  • acima de 150 m3 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2 · Formação Aliança 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Mirandiba?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Mirandiba.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.