Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São João do Rio do Peixe - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São João do Rio do Peixe, Paraíba.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 449poços cadastrados
  • 42,2 mprofundidade média
  • 45 mprofundidade mediana
  • 6,5 mnível estático médio

Como são os poços em São João do Rio do Peixe - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 449 poços em São João do Rio do Peixe - PB. A profundidade média é de 42,2 m e a mediana, 45 m, medida em 444 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 6,5 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 2.828 dos 6.317 domicílios do município — 44,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
449
Profundidade média
42,2 m
Profundidade mediana
45 m
Nível estático médio
6,5 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
4,2 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
17.964 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
2.828 (44,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 449 poços em São João do Rio do Peixe, com profundidade média de 42,2 m (mediana de 45 m, variando de 3,3 m a 70 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 36% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São João do Rio do Peixe é 4,2 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em São João do Rio do Peixe

Poços cadastrados em São João do Rio do Peixe - PB
Poços no cadastro nacional449 poços
Profundidade média42,2 m 444 poços com o dado
Profundidade mediana45 m
Faixa de profundidade3,3 m a 70 m
Nível estático médio6,5 m 286 poços com o dado
Nível dinâmico médio17,7 m 56 poços com o dado
Vazão específica média0,5 m³/h por metro 53 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 54% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 36% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico 161 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2000 224 poços
Poços com teste de vazão449 de 449
Distribuição das profundidades em São João do Rio do Peixe 3,3 m mínimo 45 m mediana 70 m máximo
Metade dos poços fica entre 35 m e 50 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São João do Rio do Peixe por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 399 · 90% 50-100 m 45 · 10%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São João do Rio do Peixe 6 1960 42 1970 70 1980 101 1990 224 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São João do Rio do Peixe. Valores em poços. Abastecimento doméstico 161 · 52% Abastecimento doméstico/animal 70 · 23% Abastecimento urbano 32 · 10% Abastecimento doméstico/irrig. 19 · 6% Doméstico/irrigação/animal 16 · 5% Abastecimento múltiplo 13 · 4%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 26 poços
  • Poroso — 22 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 19 poços
  • Formação Souza — 13 poços
  • Grupo Rio do Peixe — 11 poços
  • Complexo Migmatito-Granulítico — 4 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 3 poços
  • Corpo Granito Carrocal — 3 poços

O território e o subsolo de São João do Rio do Peixe

São João do Rio do Peixe tem 17.964 habitantes distribuídos em 476,2 km², o que dá 37,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Cajazeiras, na região intermediária de Sousa - Cajazeiras.

No Censo 2022, 2.828 dos 6.317 domicílios de São João do Rio do Peixe — 44,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.635 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.300 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São João do Rio do Peixe

Com base em 2.359 poços cadastrados num raio de 30 km de São João do Rio do Peixe - PB, 80% deles foram concluídos entre 30 m e 55 m, com profundidade mediana de 50 m. A vazão mediana calculada é de 2,0 m³/h (metade dos poços entre 1,0 m³/h e 3,1 m³/h), sobre 297 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 7 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (73% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São João do Rio do Peixe se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 2.359 poços no raio, contra 449 poços dentro do município.

50 mprofundidade mediana
2,0 m³/hvazão mediana calculada
7 mnível estático mediano
83,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 297 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São João do Rio do Peixe: 41/100

41 de 100

Confiança: amostra alta2.359 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 8peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 100peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 3peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 90peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 79peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São João do Rio do Peixe costumam descer

  • até 50 m 84%1.873
  • 50 a 100 m 15%335
  • 100 a 150 m 1%18
  • acima de 150 m 0%7

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 1,3 m³/h 50 m 8941 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 2,2 m³/h 50 m 1916 com teste
Formação Souza 3,5 m³/h 50 m 178 com teste
Grupo Rio do Peixe 3,2 m³/h 50 m 1514 com teste
Complexo Migmatito-Granulítico 1,2 m³/h 50 m 96 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 1,0 m³/h 54 m 74 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m107 poços Corpo Cristalino 60 · Formação Souza 14 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 11
  • 50 a 100 m45 poços Corpo Cristalino 29 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 5 · Grupo Rio do Peixe 4
  • 100 a 150 m4 poços Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Complexo Jaguaretama 1
  • acima de 150 m3 poços Formação Antenor Navarro 1 · Grupo Rio do Peixe 1 · Formação Souza 1

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São João do Rio do Peixe?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São João do Rio do Peixe.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.