Paraíba · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Alagoinha - PB: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Alagoinha, Paraíba.

  • aquífero fissural
  • corpo cristalino
  • 59poços cadastrados
  • 42,4 mprofundidade média
  • 40 mprofundidade mediana
  • 10,9 mnível estático médio

Como são os poços em Alagoinha - PB?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 59 poços em Alagoinha - PB. A profundidade média é de 42,4 m e a mediana, 40 m, medida em 45 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 10,9 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Corpo Cristalino. No Censo 2022, 699 dos 4.425 domicílios do município — 15,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
59
Profundidade média
42,4 m
Profundidade mediana
40 m
Nível estático médio
10,9 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Corpo Cristalino
Ante a média do estado
4 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m)
População (Censo 2022)
13.725 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
699 (15,8%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 59 poços em Alagoinha, com profundidade média de 42,4 m (mediana de 40 m, variando de 24 m a 60 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Corpo Cristalino, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Alagoinha é 4 m mais raso que a média de Paraíba (46,4 m).

Números do cadastro em Alagoinha

Poços cadastrados em Alagoinha - PB
Poços no cadastro nacional59 poços
Profundidade média42,4 m 45 poços com o dado
Profundidade mediana40 m
Faixa de profundidade24 m a 60 m
Nível estático médio10,9 m 18 poços com o dado
Nível dinâmico médio24,5 m 5 poços com o dado
Vazão específica média0,1 m³/h por metro 3 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 100% dos registros
Rocha predominanteCorpo Cristalino 100% dos registros
Uso mais comumAbastecimento múltiplo 11 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 18 poços
Poços com teste de vazão59 de 59
Distribuição das profundidades em Alagoinha 24 m mínimo 40 m mediana 60 m máximo
Metade dos poços fica entre 35 m e 50 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Alagoinha por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 37 · 82% 50-100 m 8 · 18%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Alagoinha 1 1970 11 1980 18 1990 15 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Alagoinha. Valores em poços. Abastecimento múltiplo 11 · 73% Irrigação 3 · 20% Abastecimento doméstico 1 · 7%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Corpo Cristalino — 4 poços

O território e o subsolo de Alagoinha

Alagoinha tem 13.725 habitantes distribuídos em 111,4 km², o que dá 123,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Guarabira, na região intermediária de João Pessoa.

No Censo 2022, 699 dos 4.425 domicílios de Alagoinha — 15,8% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 693 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 949 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

A Paraíba é majoritariamente cristalina, com as bacias do Rio do Peixe e da Paraíba e a faixa costeira sedimentar. Os aquíferos com nome próprio do estado: Formação Beberibe, Bacia do Rio do Peixe, aluviões, embasamento cristalino. No sertão cristalino, vazão baixa e água frequentemente salobra; no litoral, aquíferos porosos de boa produtividade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Alagoinha

Com base em 1.142 poços cadastrados num raio de 30 km de Alagoinha - PB, 80% deles foram concluídos entre 29 m e 60 m, com profundidade mediana de 45 m. A vazão mediana calculada é de 1,8 m³/h (metade dos poços entre 0,9 m³/h e 2,6 m³/h), sobre 134 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 4 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Alagoinha se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.142 poços no raio, contra 59 poços dentro do município.

45 mprofundidade mediana
1,8 m³/hvazão mediana calculada
4 mnível estático mediano
40,4poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 134 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Alagoinha: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra alta1.142 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 7peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 93peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 2peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 94peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 86peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Alagoinha costumam descer

  • até 50 m 80%716
  • 50 a 100 m 19%167
  • 100 a 150 m 1%7
  • acima de 150 m 0%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Corpo Cristalino 1,5 m³/h 50 m 8258 com teste
Pré-Cambriano Indiviso 1,0 m³/h 42 m 1713 com teste
Grupo Seridó 1,7 m³/h 62 m 31 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m59 poços Corpo Cristalino 44 · Pré-Cambriano Indiviso 14 · Grupo Seridó 1
  • 50 a 100 m42 poços Corpo Cristalino 35 · Pré-Cambriano Indiviso 3 · Grupo Seridó 2
  • 100 a 150 m3 poços Corpo Cristalino 3

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Alagoinha?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Alagoinha.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.