Mato Grosso · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Rondonópolis - MT: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Rondonópolis, Mato Grosso.
- aquífero poroso
- formação furnas
- 422poços cadastrados
- 135,1 mprofundidade média
- 100 mprofundidade mediana
- 28,8 mnível estático médio
Como são os poços em Rondonópolis - MT?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 422 poços em Rondonópolis - MT. A profundidade média é de 135,1 m e a mediana, 100 m, medida em 417 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 28,8 m. O aquífero predominante é poroso, e a rocha mais atravessada é Formação Furnas. No Censo 2022, 4.596 dos 86.838 domicílios do município — 5,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 422
- Profundidade média
- 135,1 m
- Profundidade mediana
- 100 m
- Nível estático médio
- 28,8 m
- Aquífero predominante
- Poroso
- Rocha predominante
- Formação Furnas
- Ante a média do estado
- 43,1 m mais fundo que a média de Mato Grosso (92 m)
- População (Censo 2022)
- 244.911 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 4.596 (5,3%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 422 poços em Rondonópolis, com profundidade média de 135,1 m (mediana de 100 m, variando de 33 m a 700 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Furnas, presente em 64% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Rondonópolis é 43,1 m mais fundo que a média de Mato Grosso (92 m).
Números do cadastro em Rondonópolis
| Poços no cadastro nacional | 422 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 135,1 m 417 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 100 m |
| Faixa de profundidade | 33 m a 700 m |
| Nível estático médio | 28,8 m 359 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 43,5 m 369 poços com o dado |
| Vazão específica média | 2,8 m³/h por metro 366 poços com teste |
| Aquífero predominante | Poroso 99% dos registros |
| Rocha predominante | Formação Furnas 64% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 208 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 170 poços |
| Poços com teste de vazão | 422 de 422 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Poroso — 275 poços
- Fissural — 2 poços
Formações geológicas atravessadas
- Formação Furnas — 227 poços
- Formação Ponta Grossa — 109 poços
- Terciário-Quaternário — 14 poços
- Grupo Cuiabá — 3 poços
- Formação Aquidauana — 2 poços
- Quaternário — 2 poços
O território e o subsolo de Rondonópolis
Rondonópolis tem 244.911 habitantes distribuídos em 4.824,0 km², o que dá 50,8 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Rondonópolis.
No Censo 2022, 4.596 dos 86.838 domicílios de Rondonópolis — 5,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 4.339 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 2.264 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Rondonópolis, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.
Mato Grosso reúne as bacias dos Parecis e do Paraná, o cristalino do Cráton Amazônico e as planícies do Pantanal e do Bananal. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Parecis, Formação Furnas, aluviões do Pantanal. Nos Parecis, arenito espesso e produtivo; no cristalino, poço de fratura; no Pantanal, aquífero raso e vulnerável.
Domínio bacias sedimentares. Arenitos, siltitos e folhelhos empilhados em espessuras que chegam a centenas ou milhares de metros. A água ocupa o poro entre os grãos, de forma contínua. É o domínio de maior potencial do país: vazões altas, comportamento previsível e camadas produtoras que se estendem por dezenas de quilômetros.
O que isso muda na obra. Avanço rápido, mas parede instável: o poço vive do projeto de revestimento, filtro e pré-filtro. Errar a posição do filtro estraga um poço que a geologia entregaria bom.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Rondonópolis
Com base em 414 poços cadastrados num raio de 30 km de Rondonópolis - MT, 80% deles foram concluídos entre 72 m e 220 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 11,1 m³/h (metade dos poços entre 6,6 m³/h e 17,2 m³/h), sobre 350 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 25 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero poroso (99% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Rondonópolis se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 414 poços no raio, contra 422 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 350 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Rondonópolis: 72/100
Confiança: amostra alta414 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 81peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 66peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 65peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 86peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Rondonópolis costumam descer
- até 50 m 3%12
- 50 a 100 m 53%215
- 100 a 150 m 26%105
- acima de 150 m 19%77
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Quanto cada rocha entrega de água
| Formação | Vazão mediana | Profundidade mediana | Poços |
|---|---|---|---|
| Formação Furnas | 11,4 m³/h | 100 m | 152138 com teste |
| Formação Ponta Grossa | 9,5 m³/h | 100 m | 10287 com teste |
| Terciário-Quaternário | 11,8 m³/h | 127 m | 65 com teste |
| Grupo Cuiabá | 5,6 m³/h | 91 m | 33 com teste |
A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m8 poços Formação Furnas 6 · Terciário-Quaternário 1 · Grupo Cuiabá 1
- 50 a 100 m137 poços Formação Furnas 76 · Formação Ponta Grossa 54 · Aluviões 2
- 100 a 150 m69 poços Formação Furnas 39 · Formação Ponta Grossa 26 · Terciário-Quaternário 4
- acima de 150 m56 poços Formação Furnas 31 · Formação Ponta Grossa 22 · Terciário-Quaternário 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Rondonópolis?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Rondonópolis.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Rondonópolis
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Veja também: todos os municípios de Mato Grosso · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.