Mato Grosso · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Pontes e Lacerda - MT: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Pontes e Lacerda, Mato Grosso.
- aquífero fissural
- grupo aguapei
- 14poços cadastrados
- 68,2 mprofundidade média
- 70 mprofundidade mediana
- 15,4 mnível estático médio
Como são os poços em Pontes e Lacerda - MT?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 14 poços em Pontes e Lacerda - MT. A profundidade média é de 68,2 m e a mediana, 70 m, medida em 14 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,4 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Grupo Aguapei. No Censo 2022, 4.054 dos 18.304 domicílios do município — 22,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 14
- Profundidade média
- 68,2 m
- Profundidade mediana
- 70 m
- Nível estático médio
- 15,4 m
- Aquífero predominante
- Fissural
- Rocha predominante
- Grupo Aguapei
- Ante a média do estado
- 23,8 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m)
- População (Censo 2022)
- 52.018 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 4.054 (22,2%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 14 poços em Pontes e Lacerda, com profundidade média de 68,2 m (mediana de 70 m, variando de 15 m a 140 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Grupo Aguapei, presente em 75% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Pontes e Lacerda é 23,8 m mais raso que a média de Mato Grosso (92 m).
Números do cadastro em Pontes e Lacerda
| Poços no cadastro nacional | 14 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 68,2 m 14 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 70 m |
| Faixa de profundidade | 15 m a 140 m |
| Nível estático médio | 15,4 m 14 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 34,7 m 14 poços com o dado |
| Vazão específica média | 0,7 m³/h por metro 13 poços com teste |
| Aquífero predominante | Fissural 100% dos registros |
| Rocha predominante | Grupo Aguapei 75% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento doméstico 9 poços |
| Década com mais perfurações | anos 2000 8 poços |
| Poços com teste de vazão | 14 de 14 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Fissural — 7 poços
Formações geológicas atravessadas
- Grupo Aguapei — 6 poços
- Corpo Cristalino — 2 poços
O território e o subsolo de Pontes e Lacerda
Pontes e Lacerda tem 52.018 habitantes distribuídos em 8.545,3 km², o que dá 6,1 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Pontes e Lacerda - Comodoro, na região intermediária de Cáceres.
No Censo 2022, 4.054 dos 18.304 domicílios de Pontes e Lacerda — 22,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 2.589 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 3.323 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.
Mato Grosso reúne as bacias dos Parecis e do Paraná, o cristalino do Cráton Amazônico e as planícies do Pantanal e do Bananal. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Parecis, Formação Furnas, aluviões do Pantanal. Nos Parecis, arenito espesso e produtivo; no cristalino, poço de fratura; no Pantanal, aquífero raso e vulnerável.
Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.
O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Pontes e Lacerda
Com base em 14 poços cadastrados num raio de 30 km de Pontes e Lacerda - MT, 80% deles foram concluídos entre 29 m e 100 m, com profundidade mediana de 65 m. A vazão mediana calculada é de 3,9 m³/h (metade dos poços entre 2,0 m³/h e 6,5 m³/h), sobre 13 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 11 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (100% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Pontes e Lacerda se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 14 poços no raio, contra 14 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 13 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Pontes e Lacerda: 25/100
Confiança: amostra baixa14 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 3peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 1peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 76peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 71peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Pontes e Lacerda costumam descer
- até 50 m 36%5
- 50 a 100 m 57%8
- 100 a 150 m 7%1
- acima de 150 m 0%0
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m4 poços Grupo Aguapei 3 · Corpo Cristalino 1
- 50 a 100 m4 poços Grupo Aguapei 3 · Corpo Cristalino 1
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Pontes e Lacerda?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Pontes e Lacerda.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Municípios de Mato Grosso com profundidade parecida
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Veja também: todos os municípios de Mato Grosso · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.