Mato Grosso do Sul · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Juti - MS: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Juti, Mato Grosso do Sul.

  • aquífero fissural
  • formação serra geral
  • 12poços cadastrados
  • 111,1 mprofundidade média
  • 116 mprofundidade mediana
  • 13,3 mnível estático médio

Como são os poços em Juti - MS?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 12 poços em Juti - MS. A profundidade média é de 111,1 m e a mediana, 116 m, medida em 9 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 13,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Serra Geral. No Censo 2022, 642 dos 2.385 domicílios do município — 26,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
12
Profundidade média
111,1 m
Profundidade mediana
116 m
Nível estático médio
13,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Serra Geral
Ante a média do estado
31,9 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m)
População (Censo 2022)
6.729 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
642 (26,9%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 12 poços em Juti, com profundidade média de 111,1 m (mediana de 116 m, variando de 58 m a 205 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Serra Geral, presente em 83% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Juti é 31,9 m mais raso que a média de Mato Grosso do Sul (143 m).

Números do cadastro em Juti

Poços cadastrados em Juti - MS
Poços no cadastro nacional12 poços
Profundidade média111,1 m 9 poços com o dado
Profundidade mediana116 m
Faixa de profundidade58 m a 205 m
Nível estático médio13,3 m 9 poços com o dado
Nível dinâmico médio49,3 m 9 poços com o dado
Vazão específica média1 m³/h por metro 9 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 78% dos registros
Rocha predominanteFormação Serra Geral 83% dos registros
Uso mais comumPecuária 4 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1980 4 poços
Poços com teste de vazão12 de 12
Distribuição das profundidades em Juti 58 m mínimo 116 m mediana 205 m máximo
Metade dos poços fica entre 86 m e 120 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Juti por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 4 · 44% 100-150 m 4 · 44% acima de 200 m 1 · 11%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Juti 4 1980 2 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Juti. Valores em poços. Pecuária 4 · 57% Abastecimento urbano 2 · 29% Outros (lazer,etc.) 1 · 14%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 7 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Serra Geral — 5 poços
  • Formação Botucatu — 1 poço

O território e o subsolo de Juti

Juti tem 6.729 habitantes distribuídos em 1.569,2 km², o que dá 4,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Dourados.

No Censo 2022, 642 dos 2.385 domicílios de Juti — 26,9% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 587 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 558 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Mato Grosso do Sul está sobre a Bacia do Paraná: arenitos do Guarani e do Bauru, com os basaltos da Serra Geral por cima em boa parte do estado. Os aquíferos com nome próprio do estado: Sistema Aquífero Guarani, Grupo Bauru, Formação Serra Geral. Onde o basalto cobre o Guarani, chegar ao arenito custa dezenas ou centenas de metros de rocha dura — e entrega um poço de vazão alta e água de ótima qualidade.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Juti

Com base em 61 poços cadastrados num raio de 30 km de Juti - MS, 80% deles foram concluídos entre 81 m e 647 m, com profundidade mediana de 130 m. A vazão mediana calculada é de 20,1 m³/h (metade dos poços entre 9,0 m³/h e 49,6 m³/h), sobre 50 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (66% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Juti se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 61 poços no raio, contra 12 poços dentro do município.

130 mprofundidade mediana
20,1 m³/hvazão mediana calculada
20 mnível estático mediano
2,2poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 50 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Juti: 57/100

57 de 100

Confiança: amostra alta61 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 97peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 16peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 60peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 15peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 13peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Juti costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 29%16
  • 100 a 150 m 41%23
  • acima de 150 m 30%17

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Serra Geral 22,5 m³/h 150 m 1717 com teste
Grupo Caiuá 19,4 m³/h 150 m 88 com teste
Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 44,4 m³/h 420 m 32 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • 50 a 100 m3 poços Formação Serra Geral 2 · Grupo Caiuá 1
  • 100 a 150 m17 poços Formação Serra Geral 13 · Grupo Caiuá 4
  • acima de 150 m8 poços Grupo Caiuá 3 · Coberturas Sedimentares Indiferenciadas 3 · Formação Serra Geral 2

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

Quer rodar essa mesma análise para outro município, comparar dois lado a lado ou ver o mapa de potencial da região? Abra o simulador · comparador · mapa de calor.

O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Juti?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Juti.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.