Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Ubaí - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Ubaí, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação lagoa do jacare
  • 104poços cadastrados
  • 91,8 mprofundidade média
  • 96 mprofundidade mediana
  • 15,3 mnível estático médio

Como são os poços em Ubaí - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 104 poços em Ubaí - MG. A profundidade média é de 91,8 m e a mediana, 96 m, medida em 78 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 15,3 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Lagoa do Jacare. No Censo 2022, 1.163 dos 3.598 domicílios do município — 32,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
104
Profundidade média
91,8 m
Profundidade mediana
96 m
Nível estático médio
15,3 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Lagoa do Jacare
Ante a média do estado
5 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
11.708 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.163 (32,3%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 104 poços em Ubaí, com profundidade média de 91,8 m (mediana de 96 m, variando de 22 m a 150 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Lagoa do Jacare, presente em 63% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Ubaí é 5 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Ubaí

Poços cadastrados em Ubaí - MG
Poços no cadastro nacional104 poços
Profundidade média91,8 m 78 poços com o dado
Profundidade mediana96 m
Faixa de profundidade22 m a 150 m
Nível estático médio15,3 m 43 poços com o dado
Nível dinâmico médio33,5 m 39 poços com o dado
Vazão específica média5,4 m³/h por metro 39 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 79% dos registros
Rocha predominanteFormação Lagoa do Jacare 63% dos registros
Uso mais comumAbastecimento doméstico/animal 27 poços
Década com mais perfuraçõesanos 1990 37 poços
Poços com teste de vazão104 de 104
Distribuição das profundidades em Ubaí 22 m mínimo 96 m mediana 150 m máximo
Metade dos poços fica entre 75 m e 113 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Ubaí por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 5 · 6% 50-100 m 42 · 54% 100-150 m 31 · 40%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Ubaí 2 1950 10 1970 20 1980 37 1990 9 2000
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Ubaí. Valores em poços. Abastecimento doméstico/animal 27 · 55% Abastecimento doméstico 9 · 18% Abastecimento urbano 6 · 12% Pecuária 4 · 8% Abastecimento múltiplo 2 · 4% Sem uso 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 62 poços
  • Carstico — 12 poços
  • Poroso — 4 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Lagoa do Jacare — 49 poços
  • Subgrupo Paraopeba — 15 poços
  • Formação Três Marias — 11 poços
  • Formação Serra de Santa Helena — 2 poços
  • Coberturas Sedimentares Indiferenciadas — 1 poço

O território e o subsolo de Ubaí

Ubaí tem 11.708 habitantes distribuídos em 820,5 km², o que dá 14,3 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de São Francisco, na região intermediária de Montes Claros.

No Censo 2022, 1.163 dos 3.598 domicílios de Ubaí — 32,3% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.135 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 190 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É bem acima da média brasileira, de 11,4% dos domicílios — sinal de que o poço já resolve o abastecimento de boa parte do município, e não apenas de casos isolados.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Ubaí

Com base em 229 poços cadastrados num raio de 30 km de Ubaí - MG, 80% deles foram concluídos entre 60 m e 140 m, com profundidade mediana de 100 m. A vazão mediana calculada é de 9,9 m³/h (metade dos poços entre 5,2 m³/h e 22,4 m³/h), sobre 97 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 9 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (77% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Ubaí se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 229 poços no raio, contra 104 poços dentro do município.

100 mprofundidade mediana
9,9 m³/hvazão mediana calculada
9 mnível estático mediano
8,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 97 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Ubaí: 61/100

61 de 100

Confiança: amostra alta229 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 73peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 49peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 72peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 50peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 25peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Ubaí costumam descer

  • até 50 m 4%8
  • 50 a 100 m 48%87
  • 100 a 150 m 47%85
  • acima de 150 m 1%2

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Formação Lagoa do Jacare 9,6 m³/h 94 m 8447 com teste
Subgrupo Paraopeba 8,9 m³/h 98 m 4620 com teste
Formação Três Marias 7,9 m³/h 108 m 2714 com teste
Formação Serra de Santa Helena 6,4 m³/h 102 m 115 com teste
Grupo Bambuí 15,0 m³/h 135 m 64 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m8 poços Formação Lagoa do Jacare 4 · Subgrupo Paraopeba 2 · Formação Três Marias 1
  • 50 a 100 m85 poços Formação Lagoa do Jacare 44 · Subgrupo Paraopeba 24 · Formação Três Marias 8
  • 100 a 150 m82 poços Formação Lagoa do Jacare 35 · Subgrupo Paraopeba 19 · Formação Três Marias 18

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Ubaí?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Ubaí.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.