Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em São Gonçalo do Abaeté - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para São Gonçalo do Abaeté, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • formação três marias
  • 26poços cadastrados
  • 96 mprofundidade média
  • 92 mprofundidade mediana
  • 20,2 mnível estático médio

Como são os poços em São Gonçalo do Abaeté - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 26 poços em São Gonçalo do Abaeté - MG. A profundidade média é de 96 m e a mediana, 92 m, medida em 17 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 20,2 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Formação Três Marias. No Censo 2022, 302 dos 2.691 domicílios do município — 11,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
26
Profundidade média
96 m
Profundidade mediana
92 m
Nível estático médio
20,2 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Formação Três Marias
Ante a média do estado
praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
7.375 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
302 (11,2%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 26 poços em São Gonçalo do Abaeté, com profundidade média de 96 m (mediana de 92 m, variando de 53 m a 157 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Formação Três Marias, presente em 100% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de São Gonçalo do Abaeté é praticamente igual à média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em São Gonçalo do Abaeté

Poços cadastrados em São Gonçalo do Abaeté - MG
Poços no cadastro nacional26 poços
Profundidade média96 m 17 poços com o dado
Profundidade mediana92 m
Faixa de profundidade53 m a 157 m
Nível estático médio20,2 m 12 poços com o dado
Nível dinâmico médio43,5 m 10 poços com o dado
Vazão específica média1,1 m³/h por metro 10 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 75% dos registros
Rocha predominanteFormação Três Marias 100% dos registros
Uso mais comumOutros (lazer,etc.) 7 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 9 poços
Poços com teste de vazão26 de 26
Distribuição das profundidades em São Gonçalo do Abaeté 53 m mínimo 92 m mediana 157 m máximo
Metade dos poços fica entre 80 m e 111 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de São Gonçalo do Abaeté por faixa de profundidade. Valores em poços. 50-100 m 11 · 65% 100-150 m 5 · 29% 150-200 m 1 · 6%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em São Gonçalo do Abaeté 5 1970 3 2000 9 2010
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de São Gonçalo do Abaeté. Valores em poços. Outros (lazer,etc.) 7 · 39% Abastecimento doméstico/animal 4 · 22% Abastecimento doméstico 3 · 17% Abastecimento urbano 2 · 11% Pecuária 2 · 11%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 6 poços
  • Poroso — 2 poços

Formações geológicas atravessadas

  • Formação Três Marias — 8 poços

O território e o subsolo de São Gonçalo do Abaeté

São Gonçalo do Abaeté tem 7.375 habitantes distribuídos em 2.692,5 km², o que dá 2,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Patos de Minas.

No Censo 2022, 302 dos 2.691 domicílios de São Gonçalo do Abaeté — 11,2% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 284 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 461 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de São Gonçalo do Abaeté

Com base em 26 poços cadastrados num raio de 30 km de São Gonçalo do Abaeté - MG, 80% deles foram concluídos entre 70 m e 150 m, com profundidade mediana de 92 m. A vazão mediana calculada é de 4,0 m³/h (metade dos poços entre 2,3 m³/h e 5,0 m³/h), sobre 9 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 16 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (83% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de São Gonçalo do Abaeté se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 26 poços no raio, contra 26 poços dentro do município.

92 mprofundidade mediana
4,0 m³/hvazão mediana calculada
16 mnível estático mediano
0,9poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 9 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de São Gonçalo do Abaeté: 40/100

40 de 100

Confiança: amostra média26 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 23peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 6peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 71peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 54peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 96peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de São Gonçalo do Abaeté costumam descer

  • até 50 m 0%0
  • 50 a 100 m 76%13
  • 100 a 150 m 18%3
  • acima de 150 m 6%1

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos São Gonçalo do Abaeté?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em São Gonçalo do Abaeté.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.