Minas Gerais · cadastro nacional de poços

Poços artesianos em Santa Luzia - MG: profundidade, aquífero e vazão

Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Santa Luzia, Minas Gerais.

  • aquífero fissural
  • complexo belo horizonte
  • 81poços cadastrados
  • 78,8 mprofundidade média
  • 78 mprofundidade mediana
  • 9,6 mnível estático médio

Como são os poços em Santa Luzia - MG?

O cadastro nacional do SIAGAS registra 81 poços em Santa Luzia - MG. A profundidade média é de 78,8 m e a mediana, 78 m, medida em 65 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 9,6 m. O aquífero predominante é fissural, e a rocha mais atravessada é Complexo Belo Horizonte. No Censo 2022, 1.170 dos 75.910 domicílios do município — 1,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento.

Poços cadastrados
81
Profundidade média
78,8 m
Profundidade mediana
78 m
Nível estático médio
9,6 m
Aquífero predominante
Fissural
Rocha predominante
Complexo Belo Horizonte
Ante a média do estado
18 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
População (Censo 2022)
219.132 habitantes
Domicílios abastecidos por poço
1.170 (1,5%)
Retrato do cadastro
04/08/2026

Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE

O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 81 poços em Santa Luzia, com profundidade média de 78,8 m (mediana de 78 m, variando de 9,7 m a 156 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Complexo Belo Horizonte, presente em 96% dos poços com litologia informada.

Comparado ao restante do estado, o poço de Santa Luzia é 18 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).

Números do cadastro em Santa Luzia

Poços cadastrados em Santa Luzia - MG
Poços no cadastro nacional81 poços
Profundidade média78,8 m 65 poços com o dado
Profundidade mediana78 m
Faixa de profundidade9,7 m a 156 m
Nível estático médio9,6 m 54 poços com o dado
Nível dinâmico médio35,8 m 56 poços com o dado
Vazão específica média0,9 m³/h por metro 53 poços com teste
Aquífero predominanteFissural 78% dos registros
Rocha predominanteComplexo Belo Horizonte 96% dos registros
Uso mais comumAbastecimento industrial 35 poços
Década com mais perfuraçõesanos 2010 24 poços
Poços com teste de vazão81 de 81
Distribuição das profundidades em Santa Luzia 9,7 m mínimo 78 m mediana 156 m máximo
Metade dos poços fica entre 60 m e 100 m (faixa destacada).

Profundidade dos poços por faixa

Quantos poços em cada faixa de profundidade Distribuição dos poços de Santa Luzia por faixa de profundidade. Valores em poços. 0-50 m 12 · 18% 50-100 m 42 · 65% 100-150 m 10 · 15% 150-200 m 1 · 2%
Quantos poços em cada faixa de profundidade

Quando os poços foram perfurados

Perfurações registradas por década Número de poços perfurados por década em Santa Luzia 1 1960 7 1970 3 1980 6 1990 21 2000 24 2010 3 2020
Perfurações registradas por década

A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.

Para que a água é usada

Uso declarado da água Usos declarados dos poços de Santa Luzia. Valores em poços. Abastecimento industrial 35 · 56% Abastecimento doméstico 13 · 21% Outros (lazer,etc.) 8 · 13% Abastecimento urbano 6 · 10% Irrigação 1 · 2%
Uso declarado da água

Aquíferos e rochas registrados

Aquíferos

  • Fissural — 14 poços
  • Poroso — 3 poços
  • Carstico — 1 poço

Formações geológicas atravessadas

  • Complexo Belo Horizonte — 25 poços
  • Proterozoico Superior — 1 poço

O território e o subsolo de Santa Luzia

Santa Luzia tem 219.132 habitantes distribuídos em 235,2 km², o que dá 931,7 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Belo Horizonte.

No Censo 2022, 1.170 dos 75.910 domicílios de Santa Luzia — 1,5% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 1.041 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 1.623 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. É abaixo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios: a rede pública cobre a maior parte de Santa Luzia, e o poço aparece sobretudo na zona rural, em chácaras e em quem quer independência da conta de água.

Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.

Domínio cristalino. Granitos, gnaisses e migmatitos do embasamento. A rocha é maciça: não tem poro por onde a água circule. A água ocupa fraturas, falhas e a zona de rocha alterada logo abaixo do solo. Reservatórios pequenos, descontínuos e sem continuidade lateral — por isso dois poços a cem metros um do outro podem dar resultados muito diferentes.

O que isso muda na obra. Exige martelo de fundo de furo. O avanço é lento e a parede é estável, o que dispensa revestimento abaixo do trecho alterado. Locar o poço sobre uma estrutura fraturada é o que decide o resultado — mais do que perfurar fundo.

População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.

O subsolo num raio de 30 km de Santa Luzia

Com base em 1.247 poços cadastrados num raio de 30 km de Santa Luzia - MG, 80% deles foram concluídos entre 52 m e 150 m, com profundidade mediana de 87 m. A vazão mediana calculada é de 7,2 m³/h (metade dos poços entre 3,4 m³/h e 17,2 m³/h), sobre 700 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 10 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero fissural (75% dos registros com o dado).

Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Santa Luzia se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 1.247 poços no raio, contra 81 poços dentro do município.

87 mprofundidade mediana
7,2 m³/hvazão mediana calculada
10 mnível estático mediano
44,1poços por 100 km²

Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 700 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.

Índice de Potencial Hídrico de Santa Luzia: 59/100

59 de 100

Confiança: amostra alta1.247 poços no raio

  • Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 49peso 40%
  • Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 95peso 20%
  • Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 63peso 20%
  • Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 60peso 10%
  • Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 17peso 10%

Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.

Até onde os poços de Santa Luzia costumam descer

  • até 50 m 10%99
  • 50 a 100 m 56%568
  • 100 a 150 m 26%266
  • acima de 150 m 8%84

O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.

Quanto cada rocha entrega de água

Produtividade por formação geológica no raio de 30 km
FormaçãoVazão medianaProfundidade medianaPoços
Complexo Belo Horizonte 7,8 m³/h 81 m 337207 com teste
Formação Sete Lagoas 38,0 m³/h 80 m 6854 com teste
Grupo Nova Lima 6,1 m³/h 104 m 4724 com teste
Subgrupo Paraopeba 25,0 m³/h 70 m 4231 com teste
Grupo Bambuí 47,2 m³/h 81 m 4214 com teste
Proterozoico Superior 53,0 m³/h 84 m 3024 com teste
Formação Serra de Santa Helena 66,0 m³/h 86 m 2820 com teste
Grupo Caraca 52,8 m³/h 204 m 168 com teste

A diferença de vazão entre uma formação e outra é o que mais pesa no resultado de um poço — mais que a profundidade e mais que o equipamento. É também o que justifica a locação técnica do ponto: dentro do mesmo terreno pode haver mais de uma dessas rochas.

Em que rocha os poços terminam, por faixa

  • até 50 m78 poços Complexo Belo Horizonte 34 · Formação Sete Lagoas 8 · Subgrupo Paraopeba 8
  • 50 a 100 m406 poços Complexo Belo Horizonte 205 · Formação Sete Lagoas 41 · Subgrupo Paraopeba 31
  • 100 a 150 m154 poços Complexo Belo Horizonte 75 · Grupo Nova Lima 17 · Formação Sete Lagoas 13
  • acima de 150 m59 poços Complexo Belo Horizonte 23 · Grupo Caraca 13 · Grupo Nova Lima 7

Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.

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O que cada número significa

  • Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
  • Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
  • Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
  • Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
  • Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
  • Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
  • Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.

Atendemos Santa Luzia?

Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Santa Luzia.

Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.

Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.