Minas Gerais · cadastro nacional de poços
Poços artesianos em Itacarambi - MG: profundidade, aquífero e vazão
Retrato do cadastro nacional de poços do SIAGAS para Itacarambi, Minas Gerais.
- aquífero carstico
- subgrupo paraopeba
- 50poços cadastrados
- 79,3 mprofundidade média
- 77 mprofundidade mediana
- 23,1 mnível estático médio
Como são os poços em Itacarambi - MG?
O cadastro nacional do SIAGAS registra 50 poços em Itacarambi - MG. A profundidade média é de 79,3 m e a mediana, 77 m, medida em 44 poços com profundidade informada. O nível estático médio — a profundidade em que a água aparece com o poço parado — fica em 23,1 m. O aquífero predominante é carstico, e a rocha mais atravessada é Subgrupo Paraopeba. No Censo 2022, 517 dos 5.336 domicílios do município — 9,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento.
- Poços cadastrados
- 50
- Profundidade média
- 79,3 m
- Profundidade mediana
- 77 m
- Nível estático médio
- 23,1 m
- Aquífero predominante
- Carstico
- Rocha predominante
- Subgrupo Paraopeba
- Ante a média do estado
- 17,5 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m)
- População (Censo 2022)
- 17.208 habitantes
- Domicílios abastecidos por poço
- 517 (9,7%)
- Retrato do cadastro
- 04/08/2026
Fontes: Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM) · IBGE
O cadastro nacional de poços do SIAGAS registra 50 poços em Itacarambi, com profundidade média de 79,3 m (mediana de 77 m, variando de 40 m a 161 m). A rocha mais registrada nas perfurações é Subgrupo Paraopeba, presente em 93% dos poços com litologia informada.
Comparado ao restante do estado, o poço de Itacarambi é 17,5 m mais raso que a média de Minas Gerais (96,8 m).
Números do cadastro em Itacarambi
| Poços no cadastro nacional | 50 poços |
|---|---|
| Profundidade média | 79,3 m 44 poços com o dado |
| Profundidade mediana | 77 m |
| Faixa de profundidade | 40 m a 161 m |
| Nível estático médio | 23,1 m 38 poços com o dado |
| Nível dinâmico médio | 30,3 m 31 poços com o dado |
| Vazão específica média | 52 m³/h por metro 31 poços com teste |
| Aquífero predominante | Carstico 80% dos registros |
| Rocha predominante | Subgrupo Paraopeba 93% dos registros |
| Uso mais comum | Abastecimento urbano 2 poços |
| Década com mais perfurações | anos 1970 14 poços |
| Poços com teste de vazão | 50 de 50 |
Profundidade dos poços por faixa
Quando os poços foram perfurados
A curva mostra quando a perfuração ganhou ritmo no município. Períodos de seca prolongada e chegada de energia trifásica na zona rural costumam aparecer como picos.
Para que a água é usada
Aquíferos e rochas registrados
Aquíferos
- Carstico — 33 poços
- Fissural — 7 poços
- Poroso — 1 poço
Formações geológicas atravessadas
- Subgrupo Paraopeba — 37 poços
- Cretáceo — 2 poços
- Grupo Bambuí — 1 poço
O território e o subsolo de Itacarambi
Itacarambi tem 17.208 habitantes distribuídos em 1.225,3 km², o que dá 14,0 habitantes por km² (IBGE, Censo 2022). O município integra a região geográfica imediata de Januária, na região intermediária de Montes Claros.
No Censo 2022, 517 dos 5.336 domicílios de Itacarambi — 9,7% — tinham poço como forma principal de abastecimento, sendo 493 em poço profundo ou artesiano. Outro recorte do mesmo levantamento: 524 domicílios não têm ligação com a rede geral de distribuição. Fica próximo da média brasileira, de 11,4% dos domicílios.
Minas é um estado de rocha dura: cristalino e metassedimentos dominam o sul, o leste e o Quadrilátero Ferrífero; os calcários do Bambuí ocupam o centro-norte, e os arenitos do Urucuia e da Bacia do Paraná, o noroeste e o Triângulo. Os aquíferos com nome próprio do estado: Quadrilátero Ferrífero (quartzitos e itabiritos), Grupo Bambuí, Sistema Aquífero Urucuia, Grupo Bauru e Formação Serra Geral (Triângulo). Na maior parte do estado o poço é fissural: a água está em fratura, e por isso a locação pesa mais do que a profundidade. No Norte de Minas, sobre o Bambuí, entra o comportamento cárstico — vazões extremas para os dois lados e exigência de cimentação bem executada.
Domínio carbonatos e metacarbonatos. Calcários e dolomitos, incluindo os do Grupo Bambuí. A água dissolve a rocha e abre condutos. É o domínio dos extremos: um poço que corta um conduto entrega vazão muito alta; outro, a poucos metros, atravessa rocha maciça e não dá quase nada. A água costuma ser dura, rica em cálcio e magnésio.
O que isso muda na obra. Risco de perda de circulação e de queda de ferramenta em cavidade. Exige cimentação caprichada: em terreno cárstico o poço mal vedado vira caminho de contaminação direto para o aquífero.
População, área e abastecimento: IBGE, Censo 2022. Classificação hidrogeológica: CPRM / SNIRH. A descrição do domínio é qualitativa e vale para a região; os números de poço vêm medidos do cadastro.
O subsolo num raio de 30 km de Itacarambi
Com base em 121 poços cadastrados num raio de 30 km de Itacarambi - MG, 80% deles foram concluídos entre 45 m e 120 m, com profundidade mediana de 75 m. A vazão mediana calculada é de 9,5 m³/h (metade dos poços entre 6,2 m³/h e 15,0 m³/h), sobre 68 poços com teste completo. O nível estático mediano fica em 20 m — é a profundidade em que a água aparece com o poço parado. Predomina aquífero carstico (79% dos registros com o dado).
Esta leitura ignora a divisa do município de propósito: água subterrânea não respeita fronteira administrativa, e um terreno na borda de Itacarambi se parece mais com o vizinho do outro lado da divisa do que com a sede. São 121 poços no raio, contra 50 poços dentro do município.
Sobre a vazão. O cadastro publica a vazão específica (m³/h por metro de rebaixamento), não a vazão do teste. O valor acima é calculado: Q = vazão específica × (nível dinâmico − nível estático), sobre os 68 poços em que os três números existem no mesmo registro. É aritmética exata, não estimativa — mas depende de o cadastro ter os três campos preenchidos.
Índice de Potencial Hídrico de Itacarambi: 61/100
Confiança: amostra alta121 poços no raio
- Produtividadevazão mediana da região comparada à do país 71peso 40%
- Densidade de poçospoços cadastrados por 100 km² 31peso 20%
- Geologiaprodutividade típica das rochas presentes 54peso 20%
- Profundidadequanto mais raso, melhor — o preço se forma por metro 70peso 10%
- Estabilidade da vazãoquanto os poços variam entre si 87peso 10%
Como ler: é um índice comparativo, de 0 a 100, que posiciona este entorno em relação aos 4.817 municípios brasileiros com poços cadastrados. Não é probabilidade de achar água, e não substitui estudo em campo: nota alta significa que a região, em média, entrega mais água com menos metro perfurado que a maioria do país.
Até onde os poços de Itacarambi costumam descer
- até 50 m 16%17
- 50 a 100 m 66%71
- 100 a 150 m 16%17
- acima de 150 m 2%2
O que este número é, e o que não é. Ele mostra a que profundidade os poços da região terminaram — não a profundidade em que a água apareceu. O perfurador para quando tem vazão suficiente, e onde a água veio fácil ele parou antes. Some-se a isso que poço seco raramente chega ao cadastro: por isso este acervo descreve bem o esforço típico da obra na região, e não serve para calcular chance de sucesso.
Em que rocha os poços terminam, por faixa
- até 50 m13 poços Subgrupo Paraopeba 12 · Cretáceo 1
- 50 a 100 m58 poços Subgrupo Paraopeba 55 · Grupo Bambuí 2 · Formação Sete Lagoas 1
- 100 a 150 m12 poços Subgrupo Paraopeba 12
Isto não é um perfil estratigráfico. O cadastro informa uma formação por poço e a profundidade final dele — não a sequência de camadas atravessadas. A leitura correta é: "os poços que terminaram nesta faixa estavam, em geral, nestas rochas". Para saber a sequência real de camadas de um terreno é preciso sondagem com recuperação de testemunho.
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O que cada número significa
- Profundidade média e mediana — a mediana costuma representar melhor o município, porque um único poço muito fundo puxa a média para cima. Quando as duas ficam distantes, é sinal de subsolo irregular.
- Nível estático — a que profundidade a água aparece com o poço em repouso. Quanto mais raso, menor o custo de energia para bombear.
- Nível dinâmico — a que profundidade a água estabiliza durante o bombeamento. A diferença entre ele e o estático é o rebaixamento.
- Vazão específica — quantos metros cúbicos por hora o poço entrega para cada metro de rebaixamento. É a medida mais justa de produtividade, porque não depende do tamanho da bomba usada no teste.
- Aquífero fissural — a água ocupa fraturas da rocha, não um lençol contínuo. Dois poços próximos podem ter resultados muito diferentes.
- Aquífero poroso — a água ocupa os vazios entre grãos de sedimento. Comportamento mais previsível que o fissural.
- Aquífero cárstico — a água circula por condutos abertos pela dissolução de rochas carbonáticas. Vazões altas, porém irregulares.
Atendemos Itacarambi?
Não. A Perfurar Poços Artesianos é uma empresa de Ouro Branco - MG e atende 47 municípios de Minas Gerais. Esta página existe como referência pública sobre o cadastro nacional de poços, não como oferta de serviço em Itacarambi.
Se você está em Minas Gerais, veja as cidades que atendemos. Fora disso, procure uma empresa de perfuração da sua região — e leve estes números para a conversa: eles ajudam a avaliar o orçamento que você receber.
Perguntas sobre os poços de Itacarambi
Cada pergunta é respondida com os números do cadastro nacional.
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Veja também: todos os municípios de Minas Gerais · panorama nacional do cadastro
Fonte dos dados: SIAGAS — Sistema de Informações de Águas Subterrâneas, Serviço Geológico do Brasil (SGB/CPRM). Retrato extraído em 2026-08-04. O cadastro depende do envio de informações por quem perfura, então a cobertura varia bastante entre municípios: ausência de registro não significa ausência de poços.